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Importações da Volkswagen ganham eficiência no Uruguai

A empresa já está usando etiquetas RFID UHF passivas para rastrear ferramentas e, no próximo ano, os carros das marcas Audi e Volkswagen

Por Claire Swedberg

6 de novembro de 2014 - Nos últimos quatro anos, a empresa Julio Cesar Lestido S.A., importadora oficial uruguaia de carros e caminhões fabricados pelo Grupo Volkswagen, passou a usar tags RFID passivas UHF para rastrear ferramentas de metal que usa para manter os veículos. A empresa diz que agora irá desenvolver a tecnologia para registrar a história de vida de cada veículo, incluindo a sua data de importação, vendas e toda a manutenção fornecida.

A empresa, que presta serviços de manutenção e reparos para Volkswagen, Audi e caminhões Mann no Uruguai, tem utilizado uma solução de RFID fornecida pela Identis RFID Systems para identificar quais ferramentas são removidas e por quem no armazenamento de sua instalação de manutenção em Montevidéu. Julio Cesar Lestido disse Identis que a solução reduziu gastos com a substituição de ferramentas e que também fez a gestão dos equipamentos de modo mais eficiente, identificando quais foram usadas com mais frequência, por quanto tempo e por quem .

A Identis instalou antenas RFID por trás das paredes do corredor ao lado da porta da sala de armazenamento, de modo que o hardware não fica visível para o pessoal
Os funcionários de Julio Cesar Lestido utilizam ferramentas especializadas para trabalhar nos carros novos ou usados que são projetados especificamente para a manutenção da Volkswagen e Audi. As ferramentas são não apenas de grande valor, mas difíceis de substituir, uma vez que devem ser fornecidas pelo próprio fabricante de automóveis, em vez de ser comprada de modo avulso. Se os trabalhadores não podem localizar as ferramentas de que necessitam, isto pode resultar em atrasos, diz Enrique D'Amato, presidente e CEO da Identis.

Os membros da equipe pegavam ferramentas, tais como brocas, de uma área de armazenamento, mas a empresa não tinha visibilidade sobre quem estava utilizando as ferramentas. Sabendo quem retirou os objetos específicos é útil para assegurar que as ferramentas voltem, mas também permite que a empresa saiba se um trabalhador tem uma ferramenta sem autorização (por exemplo, se essa pessoa não é treinada para prestar o serviço para o qual a ferramenta foi projetada).

Antes de sua implantação RFID, a Julio Cesar Lestido tinha tentado outras soluções, utilizando etiquetas passivas inseridas nas ferramentas, mas ficaram desapontados com o desempenho. Como as ferramentas são expostas a altas temperaturas e impacto físico, uma tag precisa ser instalada no interior de cada uma das ferramentas, mas não funcionaram bem quando incorporadas no metal. Além disso, a empresa não quis um sistema de antenas para leitor visíveis em suas instalações. Para a Identis, afirma D'Amato, este foi um grande desafio.

A empresa de RFID testou várias tags RFID UHF passivas antes de optar por uma versão personalizada da Convergence Systems Ltd. Omni-ID Prox CS7310. A versão padrão mede 3,3 centímetros por 1 centímetro por 0,4 centímetros, mas a versão personalizada é menor, com apenas 2 centímetros de comprimento e 0,8 centímetros de largura. A Identis então teve de fazer furos nas garras ou corpos de metal das ferramentas. Cada tag foi codificada com um número de identificação único ligado a dados sobre a ferramenta correspondente no software de rastreamento.