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Petrobras faz testes na logística offshore

A RFID está sendo vista pela companhia como uma tecnologia adicional ao uso de código de barras e GPS nas operações realizadas nas plataformas em alto mar

Por Edson Perin

21 de outubro de 2014 - Já há alguns anos que a Petrobras deixou de realizar por papel o controle de equipamentos, incluindo armazenamento, transporte e montagem, por ter adotado uma solução com códigos de barras integrada ao seu sistema de gestão (ERP, do inglês, Enterprise Resource Planning), fornecido pela SAP. Apesar dos ganhos de agilidade com a nova solução, as operações ainda se mostram lentas e predominantemente manuais, o que fez a companhia buscar alternativas mais eficientes do que os códigos de barras. Foi quando encontrou a identificação por radiofrequência (RFID).

A companhia brasileira de petróleo e gás se destaca pelo desenvolvimento de tecnologias avançadas para extração em águas profundas e ultraprofundas, com suas atividades de pesquisa e desenvolvimento centralizadas no Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES), no Rio de Janeiro (RJ), onde passou a testar a identificação por radiofrequência, considerada pela equipe da companhia como operacionalmente mais ágil e robusta do que os códigos de barras.

Roberto Cruz, da Petrobras
Segundo disse Roberto Cruz, coordenador do Programa de Tecnologia de Logística, da Petrobras, em sua palestra no RFID Journal LIVE! Brasil 2014, realizado em setembro no Espaço Apas, em São Paulo, foi um grande avanço para a companhia passar pela transformação do uso do papel para o código de barras. "Já temos o módulo de rastreamento com códigos de barras no nosso SAP. Porém, os códigos de barras funcionam bem num armazém coberto e sofrem nas áreas externas, devido ao ambiente hostil", explica. "O desafio é melhorar a leitura de tudo e passamos a nos questionar sobre como poderíamos abordar essas questões".

De acordo com Cruz, a equipe da Petrobras descobriu que "há bastante gente testando RFID no mercado de petróleo e gás, que é mais ágil que código de barras" e, assim, a companhia brasileira resolveu testar também. "Percebemos que empresas que tiveram sucesso testaram RFID com um laboratório. Então, hoje temos um laboratório de RFID onde também fazemos demonstração da tecnologia para as áreas de serviços e de negócios. Inauguramos o laboratório em outubro de 2013", esclarece Cruz.

O laboratório tem sido utilizado com mais frequência atualmente para demonstração da tecnologia do que para testes. "Queremos fazer mais testes dentro de poucos meses. No futuro, também utilizaremos este espaço para treinamentos", informa o executivo da Petrobras, apostando que a solução ideal, no seu ponto de vista, deverá ter códigos de barras, GPS e RFID integrados. "A capacidade de integrar o sistema de rastreamento e controle ao SAP é fundamental".