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Magazine Luiza coloca RFID no radar

O diretor de logística e serviços da rede varejista planeja testar a tecnologia para evoluir o foco no chamado "omni channel"

Por Edson Perin

4 de agosto de 2014 - A rede varejista Magazine Luiza está de olho na tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para realizar rastreamento de produtos e evoluir o seu foco na estratégia do chamado "omni channel", que consiste em integrar todos os seus pontos de contato com os consumidores, ou seja, por meio de lojas físicas, online e outros meios de realizar vendas.

O assunto foi abordado por Ricardo Ruiz Rodrigues, diretor de logística e serviços do Magazine Luiza, durante o evento "Brasil em Código", promovido pela GS1 Brasil, em São Paulo, na semana passada. Rodrigues foi um dos palestrantes do evento.

"O varejo de utilidades domésticas no Brasil tem de dar um salto quântico em direção à sua automação", disse o executivo do Luiza, afirmando que, mais cedo ou mais tarde, o varejo líder terá de dar passos firmes devido a fatores como as condições de mercado, o novo perfil do consumidor e em função da competitividade acirrada e crescente.

Para ele, uma rede de grande porte como o Magazine Luiza precisa fortalecer uma estratégia "omni channel". Integrar as vendas nos diversos meios é um passo importante a ser dado agora, na visão de Rodrigues, apontando os desafios pelos quais o setor de varejo já passou até começar – tardiamente, em sua opinião – a investir em tecnologia com uma visão estratégica de negócios mais amadurecida.

"Quando surgiu o e-commerce, [nós do varejo] começamos a perceber que existe uma necessidade de automação e que conquistar velocidade no atendimento ao cliente faz parte do nosso negócio", afirmou Rodrigues. Houve uma época, no varejo, em que não usar tecnologia da informação para permitir arrojo comercial ainda era possível, diz Rodrigues, ressaltando que o comércio eletrônico mudou rapidamente esta visão.

Com a chegada do comércio eletrônico, os varejistas que têm lojas físicas começaram a entender uma nova realidade que teriam de enfrentar sob o risco de saírem do jogo. Após investirem em tecnologia da informação para melhorar o atendimento ao consumidor, utilizar ferramentas para interpretar melhor suas necessidades, agilizar os prazos e garantir a qualidade dos produtos e a satisfação do cliente, hoje, explica Rodrigues, é preciso continuar perseguindo eficiência.

"Hoje é preciso ter controle e velocidade com tecnologia da informação para atender o cliente, permitir que uma compra seja feita até mesmo quando este consumidor está em seu transporte para o trabalho, colocando produtos até em um armário para compras em uma estação de trem ou metrô ou aeroporto", completou.

Na opinião de Rodrigues, o momento exige muita atenção. "Existe um espaço para inovação muito grande, para uso de tecnologia. A omni canalidade é uma necessidade e não é uma opção para os varejistas. Temos de oferecer os produtos para os nossos clientes com total eficiência em nossas 750 lojas físicas, mas também no site para vendas online".

"Estamos observando a RFID", disse Rodrigues, "Estamos esperando encontrar soluções com a tecnologia que possam garantir a rastreabilidade dos nossos produtos".

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