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Carrefour rastreará carrinhos e cestas

A empresa será a segunda varejista a testar uma solução para identificar os locais de carrinhos e cestas nas lojas, fornecendo análises sobre o comportamento do consumidor

Por Claire Swedberg

23 de julho de 2014 - A operadora multinacional de cadeias de varejo Carrefour está planejando testar beacons Bluetooth para rastrear os movimentos dos carrinhos e cestas de compras em três das suas lojas de Madri, ainda neste ano. A tecnologia, fornecida pela Proximus, permite o rastreamento anônimo de compradores enquanto se movem pelas lojas, por meio da identificação do carrinho de compras que está usando. Embora, a longo prazo, a Proximus pretenda oferecer a solução como parte do programa de fidelização dos varejistas, o primeiro passo é apenas para determinar a localização dos carros, de acordo com Jorge Garcia Bueno, co-fundador e CEO da Proximus.

Bueno e outros dois co-fundadores lançaram a Proximus em setembro de 2013, para desenvolver e vender um produto baseado em tecnologias que permitem que as empresas se conectem melhor aos seus clientes. Segundo ele, os varejistas online podem identificar quais produtos foram exibidos e, em seguida, personalizar a publicidade a um indivíduo com base nessa informação, enquanto as lojas físicas não têm essa opção. Anteriormente, os fundadores da Proximus tinham iniciado uma empresa conhecida como beMee, que alavancou a tecnologia Wi-Fi para rastreamento de carrinhos. Em 2013, com o advento da iBeacons e do lançamento do software development kit iOS 5 (SDK) da Apple, a Proximus se concentrou em soluções que alavancam tags movidas a bateria, que transmitem sinais de 2.4 GHz compatíveis com o padrão Bluetooth Low Energy (BLE).

Jorge Garcia Bueno, da Proximus
A empresa, que tem sede na Espanha, mas também mantém um escritório em Londres, está testando e lançando sua tecnologia em etapas. A primeira fase envolve o sistema que agora está sendo instalado em três lojas do Carrefour; a solução consiste em beacons Bluetooth movidos a bateria, cada um dos quais transmite um número de identificação exclusivo através do protocolo BLE, bem como sensores que recebem essas transmissões e encaminhar os dados para um servidor baseado em nuvem via uma rede Wi-Fi ou conexão com fio. Embora o próximo passo seja incluir o uso de telefones celulares (os clientes poderão usar uma aplicação que permite ao aparelho transmitir dados BLE), inicialmente os telefones não são utilizados no sistema.

A Proximus usa os beacons e sensores fabricados por um fornecedor e cria o software baseado na nuvem para gerenciar os dados coletados. Bueno diz que a Proximus passou três meses pilotando a tecnologia em duas pequenas lojas de alimentos da Nisa, em Londres. O piloto foi concluído este mês e a empresa está agora instalando o sistema em três supermercados Carrefour, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2014.

Na Nisa, alguns beacons foram anexados aos cestos de compras, enquanto que cerca de sete sensores foram instalados no teto de cada loja. Os dois sites têm cerca de 50 cestas cada, diz Bueno. O beacons emitem sinal em intervalos regulares, que são recebidos pelos dispositivos sensores no teto e o software utiliza dados baseados em sensores para determinar o movimento de cada cesta, quando passam pela loja. O sistema implantado nas lojas da Nisa podem identificar a localização a cerca de 1,5 metro, afirma Bueno, fornecendo granularidade suficiente para saber em qual corredor a cesta de um indivíduo foi localizada. Desta forma, o software sabe onde o cliente foi, onde parou, quanto tempo ficou na área de check-out e quando a cesta foi devolvida para a área de armazenamento para uso por outro cliente, o que indica que o indivíduo saiu da loja.

Tais dados, explica Bueno, fornecem ao varejista informações importantes. Por exemplo, o gerente de uma loja pode determinar não apenas quais produtos podem ser de maior interesse para os compradores, mas também quais corredores podem estar superlotados e causando gargalos. Além disso, o software pode identificar quando o tráfego de cliente é mais alto e mais baixo e em quais corredores há menos tráfego do que em outros.