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Woodside testa nova tag RFID passiva-ativa

Empresa de petróleo e gás australiana está usando a W-Tag, desenvolvida pela própria Woodside, Omni-ID e Ramp, em uma de suas áreas de prospecção

Por Claire Swedberg

4 de julho de 2014 - Com o objetivo de fazer projetos mais enxutos e eficientes de mega construções, a australiana Woodside Energy Ltd. está testando uma etiqueta RFID passiva-ativa de dupla frequência desenvolvida especificamente para uso pela Woodside e outras empresas de petróleo e gás. O que torna a tag inteligente (ou W-Tag) diferente das outras, afirma a Woodside, é a sua certificação de segurança intrínseca, combinada com faixas de longa e curta frequência, que permite às instalações petroquímicas rastrear componentes através de identificação por radiofrequência (RFID).

A Woodside desenvolveu a W-Tag – que combina um transponder RFID ativo de 433 MHz, sob a norma 18000-7 (DASH7), com um inlay RFID UHF EPC Gen 2 passivo que opera a 918 a 926 MHz – em colaboração com a Omni-ID e o provedor de soluções RFID australiano Ramp RFID Solutions.

A W-Tag em ação no projeto North West Shelf Gas LNG, em Karratha, Austrália Ocidental
A Woodside opera seis dos sete trens de processamento de gás natural liquefeito (GNL) na Austrália. O setor de petróleo e gás na região vem enfrentando inúmeros desafios de produtividade, já que o país está prestes a se tornar um dos maiores exportadores de GNL do mundo durante os próximos anos. O custo de construção de uma planta de GNL é elevado e incluem-se ainda os problemas logísticos complexos exclusivos do ambiente australiano. A Woodside é a maior operadora de petróleo e gás independente do país, com um histórico de décadas de fornecimento de GNL para seus clientes na Ásia.

Durante as fases de engenharia, construção e operação de uma operação de petróleo e gás, podem surgir dificuldades que podem ter consequências significativas para um cliente. Esses problemas incluem a entrega fora de sequência de materiais de construção, danos ocorridos durante o transporte e erros e omissões nos detalhes que podem resultar em materiais indisponíveis e trabalhadores sendo pagos sem ter o que fazer. Tais questões podem elevar custos tanto para um empreiteiro de construção como para o cliente.

Alguns destes problemas podem ser resolvidos com RFID, capturando rapidamente a identificação de longa distância de uma peça de equipamento. Isto reduziria a necessidade de trabalhadores andarem em torno de um local à procura de materiais e ferramentas, especialmente em instalações com vários quilômetros quadrados, onde as temperaturas podem atingir até 40 graus Celsius.

A Woodside explorou várias etiquetas RFID existentes, mas diz que não encontrou nada adequado, uma vez que não tinham a necessária certificação IECEx (uma norma relacionada com a segurança dos equipamentos utilizados em atmosferas explosivas) e que, normalmente, consiste em uma etiqueta passiva UHF que pode ser lida apenas em um período relativamente curto de alcance. A Woodside procurou uma tag que fosse adequada ao uso por cinco anos de construção de um megaprojeto, durante os quais os materiais constantemente mudam de um local para outro, exigindo funcionalidade de tags ativas para suportar um maior alcance de leitura.

Após a conclusão, a instalação é entregue ao operador, com a maioria dos materiais no destino final, tornando a funcionalidade passiva suficiente para inspeção e manutenção do dia-a-dia. Portanto, a Woodside procurava uma maneira de criar o seu próprio sistema de monitoramento inteligente híbrido, que opere em seus vastos canteiros de obras.

Em dezembro de 2011, a Woodside iniciou um programa de pesquisa de construção enxuta chamado Projeto Echo, com o apoio do governo e das instituições de ensino locais Curtin University e Challenger Institute of Technology. O programa está concentrando seus esforços na criação de soluções tecnológicas para fazer os projetos de construção de GNL mais enxutos e eficientes, por RFID e outras tecnologias.

Desde a sua criação, o Projeto Echo atraiu cerca de 15 empresas de alta tecnologia que aderiram à aliança para pesquisar mais soluções de construção enxuta. Esta investigação levou ao desenvolvimento de uma solução única que combina etiquetas inteligentes da Woodside, com uma gama de outras soluções tecnológicas, tais como os modelos 3D e realidade aumentada, para fornecer aos usuários finais autorizados os dados técnicos adequados, através de computação móvel. De acordo com a Woodside, este conceito pode ser descrito como semelhante ao Google Maps para as indústrias de petróleo, gás e construção, a partir de um vasto conjunto de Big Data.