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Vale apoia projeto do Memorial Drummond de Andrade

O espaço dedicado ao poeta em Itabira (MG) está testando RFID para controlar acervo de livros, manuscritos e outros documentos históricos de Carlos Drummond de Andrade

Por Edson Perin

23 de junho de 2014 - A tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) ganha uma nova utilidade a cada dia. Uma dessas aplicações inovadoras está sendo testada no Memorial Carlos Drummond de Andrade, em Itabira (MG), cidade natal do poeta e que também abriga uma das bases da mineradora brasileira e global Vale, produtora de minério de ferro e níquel. A companhia já utiliza a tecnologia em diversas operações (leia mais em Vale estende uso de RFID para ferramentaria, Vale estuda ampliar projeto com RFID, Vale testa sistema para aumentar segurança no trabalho e Vale gerencia estoque de mais de 1.300 volumes de materiais) e, agora, decidiu apoiar a implantação de RFID no Memorial de Drummond, como forma sustentável de trazer benefícios para a comunidade onde está inserida.

Edifício do Memorial Carlos Drummond de Andrade, no topo da colina, em Itabira (MG)
O projeto de RFID no Memorial Drummond está a cargo do profissional Carlos Teixeira, analista sênior da Vale, em Itabira, responsável pela implantação dos vários projetos pioneiros de RFID da companhia, descritos nas matérias mencionadas acima. Teixeira iniciou os trabalhos no memorial em seus horários de folga, como uma atividade comunitária junto com sua família. Porém, a iniciativa ganhou corpo e passou a receber o apoio da mineradora, que incentiva os funcionários a realizar este tipo de atividade além do horário do trabalho. Assim, o projeto está sendo desenvolvido com o selo "Voluntários Vale".

À esquerda, Carlos Teixeira, responsável pelos projetos RFID da Vale, que, nas horas de folga, realiza seu trabalho como voluntário no Memorial Drummond
Inaugurado em 31 de outubro de 1998 e localizado em um dos pontos mais altos de Itabira, de onde se tem uma visão privilegiada de toda cidade, o memorial foi projetado por Oscar Niemeyer, grande amigo do poeta, e construído pela prefeitura da cidade para abrigar um grande acervo sobre a vida de Drummond, doados pela Fundação Cultural do Banco do Brasil, pela biblioteca da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, familiares e amigos. Fazem parte deste acervo a primeira máquina de datilografia do poeta-cronista; uma coleção de cartas, recebidas de grandes autores e familiares; prêmios literários e obras de artes feitas em sua homenagem.