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Infecção coloca tecnologia em destaque

Demanda por sistema de localização em tempo real (RTLS) aumentou após cobertura da mídia sobre uso por hospital que trata doentes da chamada MERS

Por Claire Swedberg

9 de junho de 2014 - No final do mês de abril, o Community Hospital, de Indiana, nos Estados Unidos, utilizou dados de seu sistema de localização em tempo real (RTLS) para encontrar as pessoas sob risco de infecção pela Middle East respiratory syndrome (MERS), a síndrome respiratória do Oriente Médio. Uma semana depois, a Versus Technology, fornecedora da solução RTLS, começou a receber ligações de interessados no sistema.

O Community Hospital, como a maioria dos usuários da solução RTLS da Versus, estava empregando a tecnologia principalmente para tarefas mais simples do que o controle de doenças. A tecnologia foi instalada em 2009 pela Communication Company of South Bend, para automatizar o sistema de chamado para enfermeiras, permitindo o cancelamento ou encaminhamento de chamadas de pacientes aos enfermeiros, com base em sua localização no interior do edifício. A unidade conta atualmente com 400 crachás que emitem sinais aos seus enfermeiros. No entanto, diz HT Snowday, presidente da Versus, quando o hospital se viu diante de uma questão de segurança como a MERS, o seu pessoal ficou aliviado por saber que a tecnologia poderia fornecer informações para salvar vidas.

HT Snowday, da Versus
Quando o paciente – um profissional de saúde do sexo masculino que tinha ido à Arábia Saudita antes de retornar aos Estados Unidos para visitar a família em Indiana – foi internado no hospital de 427 leitos em 28 de abril, os médicos diagnosticaram que ele tinha MERS, um vírus potencialmente mortal identificado pela primeira vez na Arábia Saudita em 2012. Para o hospital, o próximo passo foi identificar todas as pessoas que entraram em contato com ele.

Para isto, a instituição utilizou os dados RTLS em conjunto com um sistema de vigilância de vídeo e seu registro eletrônico de saúde Epic.

Cada crachá RTLS da Versus alimentado por bateria transmite um sinal de infravermelho (IR) para sensores instalados no hospital, além de enviar um sinal de 433 MHz RFID para leitores de RFID através de um protocolo de interface aérea proprietário. O software da Versus determina o paradeiro da tag, com base nas localizações dos sensores IR e interrogadores RFID. O software então encaminha essa informação para a enfermeira de plantão.