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Reino Unido rastreia cargas ferroviárias

A Alstom Transport implantou uma solução de identificação automática de veículos por RFID UHF, da Coriel Electronics, para visualizar a logística por trem

Por Claire Swedberg

30 de maio de 2014 - Nos últimos dois anos, a Coriel Electronics, fornecedora de eletrônica embarcada do Reino Unido, passou a desenvolver uma solução que emprega etiquetas RFID passivas UHF e sensores para capturar e transmitir dados sobre vagões de trem, sua localização e para indicar sua identificação em um sistema de monitoramento. Durante todo esse tempo, os produtos da empresa têm sido utilizados para identificar vagões e componentes que requerem manutenção. Empresas de infraestrutura ferroviária começaram a realizar pilotos para determinar se a tecnologia RFID pode ajudar a controlar as condições dos carros e monitorar as velocidades dos trens.

A rail automatic vehicle identification (AVI) solution, da Coriel, faz a identificação automática de veículos com o software DcTrak, que gerencia dados de leitura e os leitores TrakStar RFID, instalados em locais estratégicos nos pátios ferroviários ou nas vias férreas, conectados a sensores que contam eixos e detectam velocidade. A tecnologia está sendo utilizada, em alguns casos, para capturar o histórico das condições de vagões de trem ou eixos, quando passam pelo leitor e sensores.

O sistema de leitura Coriel TrakStar 400 (mostrado aqui sem a sua tampa de proteção) é instalado perto dos trilhos e nas áreas de manutenção
A Coriel, localizada no University of Nottingham's Cummins Innovation Centre, mas sem vínculo com a instituição de ensino, foi fundada em 2008 para oferecer projetos eletrônicos para microcontroladores e processadores, interfaces de alta velocidade seriais, sensores e soluções de RFID e Bluetooth, além de software para gerenciar esses sistemas. Os fundadores têm experiência em telecomunicações, eletrônica e software, enquanto que os seus clientes são geralmente os fabricantes de produtos eletrônicos para telecom e outras empresas de dispositivos (tais como leitores de MP3) que empregam eletrônica embarcada.

"Tomamos uma decisão estratégica há dois anos de incluir a RFID em nosso plano de crescimento", diz Philip Leslie, gerente de desenvolvimento de negócios da Coriel. Naquela época, a empresa começou a trabalhar com a Alstom Transport, fabricante da França de infraestrutura para estradas de ferro e de materiais circulantes, que também fornece serviços de manutenção para o setor ferroviário. A Alstom procurava um sistema de AVI para a gestão das atividades de manutenção dos vagões de seus clientes, reparo e operações (MRO) em suas oficinas. A Alstom recebe, mantém railcars que seus clientes usam na rede ferroviária do Reino Unido. A Coriel descobriu que as etiquetas RFID UHF passivas seriam a melhor tecnologia para identificar automaticamente os vagões, diz Leslie, e para relacionar o número da etiqueta de identificação com cada carro e seus respectivos dados capturados por sensores de controle da condição do carro.

A aplicação da Tag-Star auxilia os usuários a codificar as etiquetas, como as dos vagões
Estes sistemas medem uma variedade de condições, incluindo temperaturas de componentes e vibrações. A Coriel fornece tags Omni-ID Grip passive UHF EPC Gen 2 RFID, que foram criadas para a parte inferior dos vagões e seus leitores. Cada interrogador é montado em uma caixa de proteção, juntamente com quatro antenas instaladas entre os trilhos e sobre os trilhos nas áreas de manutenção. O Grip, uma tag robusta envolta em policarbonato e borracha, está equipado com um chip Alien Technology Higgs3, contendo 96 bits de memória Electronic Product Code (EPC) e 512 bits de memória do usuário. Um sistema de monitoramento de condições, montado no mesmo local onde o leitor está instalado, transmite as medições em conjunto com os dados de RFID para o sistema de software da própria Alstom, para análise e operações.

A solução TrakStar 400 inclui sensores a bordo e um sistema de aquecimento (para uso durante invernos rigorosos) que é instalado entre os trilhos em que os carros são recebidos e movidos para manutenção. Quando um trem se aproxima do leitor, seus sensores a bordo despertam o dispositivo, que, em seguida, captura o número RFID do carro – a ID da tag – e alerta o sistema de monitoramento sobre a condição da operação.