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Airbus rastreará todas as peças feitas em casa

A iniciativa da fabricante global de aeronaves usará as novas tags híbridas RFID Integrated Nameplates, projetadas e fornecidas pela Fujitsu e Brady

Por Claire Swedberg

13 de maio de 2014 - A fabricante global de aeronaves Airbus já implantou vários projetos com identificação por radiofrequência (RFID) para aumentar a visibilidade sobre a circulação de peças em todo o mundo, além de ferramentas e recipientes para transporte de partes, tanto interna como externamente à sua fábrica. Agora, a empresa anunciou o uso das novas tags híbridas RFID Integrated Nameplates. Quando conectado a uma peça, esta versão RFID fornece informações de identificação não só em forma de texto e códigos de barras, mas também como tag passivo EPC Gen 2.

A empresa também desenvolveu um sistema baseado em RFID que chama de Smart Factory, para monitorar ferramentas, meios de logística e processos de produção de asas. Atualmente, duas fábricas da Airbus, no Reino Unido e na França, estão usando a solução Smart Factory.

A RFID integrada à placa de identificação, produzido por Brady usando uma tag RFID passiva Fujitsu EPC Gen 2, fornece informações de identificação não só em forma de texto e código de barras, mas também por meio de sua tag RFID
Além disso, oito locais de montagem de aeronaves Airbus A380 estão programados para empregar um sistema de automação em tempo real baseado em RFID para rastreamento de work-in-progress. A solução está prevista para entrar em operação ao longo deste ano, fábrica por fábrica. Carlo K. Nizam, chefe de visibilidade e RFID na cadeia de valor da Airbus, descreveu o lançamento durante uma apresentação no RFID Journal LIVE! 2014, em Orlando, no mês de abril. O sistema RFID, conhecido como Visibility of Industrial Processes (A380 VIP), foi inicialmente testado em fábricas de montagem em Hamburgo, na Alemanha; St. Nazauire, na França; e Broughton, na Inglaterra. A segunda etapa, ainda em andamento, envolve a instalação da solução em todos os oito sites.

A divisão de aeronaves Airbus, comercial e militar, teve uma receita equivalente a US$ 58,2 bilhões no ano passado, com 18 locais em todo o mundo para a concepção, fabrico e montagem de suas aeronaves. A empresa está desenvolvendo e construindo vários novos modelos de aviões, incluindo o A380, A350 XWB, A320 NEO, A400M e MRTT. As demandas sobre a taxa de produção são cada vez maiores em todas as aeronaves, relata Nizam, e há uma pressão constante para a melhoria e inovação na produção. Essas demandas, além da complexidade geral de oferecer produtos diferentes em vários locais, dentro de vários países, tem levado a empresa a testar soluções RFID que podem ajudá-la a aumentar a visibilidade e eficiência.

"Economia de custos só pode vir de algo feito diferente", afirmou Nizam ao público do LIVE! Mas para melhorar um processo, a empresa precisa ser capaz de identificar onde as peças, ferramentas e outros ativos estão localizados e saber o que está acontecendo em cada local de montagem. Portanto, disse, a empresa tem utilizado RFID para ganhar a visibilidade necessária para identificar quais etapas do processo requerem melhorias. Utilizando a tecnologia em combinação com software, explica Nizam, Airbus oferece uma ferramenta de melhoria contínua. Graças ao seu uso de RFID e tecnologia de códigos de barras, a empresa agora pode avançar de uma visão da cadeia de abastecimento baseada em papel para uma visão digital.

A Airbus criou o que chama de Value Chain Visibility e Auto ID Program for nonflyable and flyable parts (para peças que voam e que não voam). Como parte deste programa, Nizam disse que a empresa construiu um portfólio de aeronaves e sistemas de RFID para próxima a geração, que a empresa chama de processos de "Lighthouse" (farol). Cada processo representa uma aplicação em que a RFID está sendo testada com o objetivo de desenvolver um sistema implantável em vários sites. "Isso é o que temos feito ao longo dos anos, desenvolvendo uma série de módulos de processo e copiando e colando-os em toda a empresa", afirmou, acrescentando: "Não há uma solução one-size-fits-all (uma só para tudo). Você precisa de tags diferentes em objetos diferentes para diferentes processos".