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Empresa agiliza gestão de ativos de seu datacenter

A Ativas, de Belo Horizonte (MG), centralizou o controle dos equipamentos e obteve benefícios inclusive nas auditorias

Por Edson Perin

7 de maio de 2014 - O datacenter da Ativas, empresa de Belo Horizonte (MG) que oferece plataforma de infraestrutura e serviços de gestão de Tecnologia da Informação (TI) para companhias de todo o país, implantou uma solução baseada em identificação por radiofrequência (RFID) para controle e gestão dos ativos físicos, como computadores, servidores etc. O sistema, desenvolvido pela Coss Consulting, está baseado no padrão EPCGlobal, da GS1, com tags passivas de frequência ultra-alta (UHF).

De acordo com Renato Francisco Faustino, responsável pela área de infraestrutura da Ativas, existem antenas posicionadas em locais estratégicos do datacenter. "Estão, mais precisamente, em oito salas, onde os equipamentos estão armazenados, configurados e/ou estão em funcionamento", esclarece. "Quando o ativo de TI, ou seja, o IC, é descarregado no datacenter, sua entrada acontece por uma das docas. Em seguida, é direcionado para a área de desembalagem, onde está posicionada a primeira antena, e recebe a tag de identificação".

Renato Faustino, da Ativas
A empresa optou pela adoção das tags passivas, porque resistem bem ao longo do tempo, já que existe pouca movimentação dos equipamentos. "O custo [das tags passivas] é mais baixo que o das ativas, além de não necessitar de gerenciamento de baterias", argumenta Faustino. "Depois disso, o equipamento segue ou para uma das salas de estoque, ou para o pré-site, dependendo da necessidade de seu uso".

Se a necessidade de uso for imediata, afirma Faustino, no pré-site serão feitas as configurações para envio a uma das salas de produção. As salas de produção, por sua vez, podem ser de dois tipos: os Points of Presence (POP’s), onde ficam localizados os equipamentos das operadoras de telecomunicações, e as salas de servidores.

"O gerenciamento desses ICs", explica, "é feito por meio de um software desenvolvido em Java, com a ajuda de um leitor móvel. O leitor confronta as informações da base de dados com a localização física dos equipamentos, auxiliando até mesmo em auditorias e encontro dos equipamentos".

Há uma integração da solução de RFID com o software de gestão de TI da empresa. A integração ocorre por meio de uma ferramenta da CA, com banco de dados local. "O processo de gestão de ativos era lento, a base de dados não era centralizada e agora as informações se tornaram muito mais confiáveis", diz Faustino. "As tags são instaladas geralmente na parte frontal dos equipamentos, facilitando a leitura".

A solução de RFID implantada no datacenter da Ativas utiliza leitores SmarTerminal, modelo AT870 UHF, com antenas ThingMagic, modelo Astra-NA e tags SteelWave Micro II 3000587, da Confidex.

Para Faustino, o principal desafio para implantar o sistema foi encontrar a tag ideal para a gama de equipamentos existente no datacenter e, ainda, com tamanho para diferentes tipos de material. "Ao final, ganhamos agilidade, segurança, confiabilidade e principalmente uma gestão centralizada dos itens de infraestrutura. Já demos um passo a mais, que foi a implantação do software Visibo, da Coss, que se conecta ao SAP, e usa os dados do RFID para geração de relatórios, gráficos e indicadores".

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