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Vale estende uso de RFID para ferramentaria

O setor de Oficinas Industriais da mina de Cauê, em Itabira (MG), manterá o controle da localização das ferramentas, além da validade e calibragem

Por Edson Perin

6 de maio de 2014 - A Vale está dando um novo passo rumo à ampliação do uso da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID). A mineradora nascida no Brasil e hoje global detém a liderança na produção de minério de ferro no mundo e a segunda posição como produtora internacional de níquel. Após realizar com sucesso o projeto piloto de identificação por radiofrequência (RFID) na gerência de Manutenção de Equipamentos de Terraplanagem (GATPS), da mina de Conceição, em Itabira (MG), a companhia agora está adotando a tecnologia para gerenciar as ferramentas utilizadas pelos trabalhadores do setor de Oficinas Industriais da mina de Cauê, no mesmo município.

De acordo com Carlos Teixeira, analista sênior da Vale em Itabira, responsável pelos projetos de RFID em andamento, o objetivo da medida não é somente manter o controle sobre a disponibilidade e a localização das ferramentas em uso, o que por si só já é uma grande meta, considerando-se a quantidade e os custos dos objetos em questão. "Nosso intuito é garantir a validade e a correta calibragem dos equipamentos, o que pode evitar inclusive que os trabalhadores se machuquem ao utilizar determinadas ferramentas, caso estejam descalibradas", ressalta.

Carlos Teixeira, da Vale, durante palestra de treinamento a funcionários em Minas Gerais
Para viabilizar o uso de RFID na ferramentaria, Teixeira está utilizando recursos de sua própria equipe para desenvolver um sistema que poderá se comunicar com o sistema de gestão de ferramentas, desenvolvido por uma multinacional do setor de Consultoria e Tecnologia da Informação (TI). "Executivos deste fornecedor disseram que nos apresentariam em breve um upgrade no sistema para uso com códigos de barras, mas quando souberam que já estamos adaptando tudo para uso de RFID, ficaram entusiasmados pelo projeto e querem vê-lo em produção", diz Teixeira.

O processo de uso das ferramentas na Vale funciona em uma espécie de loja dentro da companhia, de onde são retirados os equipamentos. Lá, os funcionários se identificam para ter acesso aos objetos que irão utilizar em seus respectivos trabalhos. "A partir de agora, teremos um acompanhamento automático de cada ferramenta retirada. Além de controlar onde as ferramentas estão em uso, será possível saber da manutenção de cada equipamento por meio dos registros online nos sistemas relacionados às leituras individualizadas das tags RFID", explica Teixeira.

Como nos desenvolvimentos anteriores, Teixeira optou por utilizar recursos de sua própria equipe, sem ter de contratar um integrador terceirizado. "Adotar um fornecedor terceirizado tomaria tempo, pois teríamos de cumprir todas as etapas determinadas pela companhia para contratação de um terceiro", argumenta. "Além disso, eu acredito que a RFID será tão necessária quanto o uso de um computador dentro de alguns anos. Assim, se hoje um funcionário de qualquer nível já precisa dominar um PC [computador pessoal], em breve terá de dominar como trabalhar com a RFID também", antecipa Teixeira, que aposta na capacitação de seus profissionais como forma de evoluir no uso da tecnologia. "Estamos atentos aos cursos de especialização na tecnologia e à certificação oferecida pelo RFID CoE e GS1".