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Startup brasileira tem solução para monitorar temperatura

A Sensorweb conquistou clientes como os paulistas Instituto do Câncer e Beneficência Portuguesa e o gaúcho Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Por Edson Perin

28 de abril de 2014 - A Sensorweb, de Florianópolis (SC), foi fundada em 2009 para desenvolver soluções voltadas para o conceito de Internet das Coisas (IoT, do inglês Internet of Things). Com este foco, a companhia desenvolveu uma solução baseada em tecnologias de identificação por radiofrequência (RFID), para monitorar a temperatura de produtos sensíveis. Entre os seus clientes estão o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e a Fundação de Pesquisa em Saúde do Rio Grande do Sul (Fepps), em Porto Alegre.

Douglas Pesavento, da Sensorweb
A Sensorweb, que faz parte do Midi Tecnológico, incubadora de empresas mantida pelo Sebrae-SC e gerenciada pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), conta uma solução 100% brasileira, que abrange desde os sensores, até o portal Web para registro e monitoramento de informações. Entre as soluções, está uma plataforma de software que permite interagir com diversos tipos de sensores pela internet, como dispositivos sem-fio de temperatura, umidade e detecção de abertura de portas, voltados especialmente para a cadeia do frio, incluindo processos de produção, armazenamento, transporte e comercialização de produtos de saúde e alimentos.

A solução da Sensorweb foi desenvolvida sobre o padrão Zigbee. "Os sensores Zigbee podem ser operados por vários meses ou até anos com baterias comuns, como as conhecidas pilhas alcalinas, compradas nos supermercados, além de possuírem uma característica especial conhecida como 'mesh' ou rede em malha", explica Douglas Pesavento, sócio-fundador da Sensorweb. "Com o uso desta modalidade de rede, um dispositivo pode operar como um retransmissor de sinal, usando os protocolos de comunicação estabelecidos pela Zigbee Alliance".

O diferencial, de acordo com Pesavento, a cada novo retransmissor adicionado, a rede é automaticamente expandida, criando-se uma cascata ou malha de retransmissão de sinal. Assim, a rede de comunicação pode ser propagada por centenas de metros ou vários andares, a partir dos dispositivos. "Os sensores possuem entradas analógicas e digitais que permitem acoplar sondas de temperatura como termopares ou PT100". Também podem ser acoplados sensores magnéticos, como os utilizados para o monitoramento da abertura de portas.

Pesavento afirma que os sensores capturam as informações de temperatura, umidade e status da porta e as transmitem pela rede Zigbee para uma central de monitoramento, que tem a função de se comunicar com os sensores no local e posteriormente enviar os dados para servidores da Sensorweb, que ficam em nuvem. "A central de monitoramento possui características para assegurar que as informações não se percam ou deixem de ser enviadas", diz Pesavento. O armazenamento é local e conta com redundância de comunicação pela internet local no cliente e também por rede celular GPRS/3G.

Depois de serem enviadas aos servidores, as informações podem ser acompanhadas pelo cliente a partir de qualquer dispositivo conectado à internet, seja fixo ou móvel como um smartphone. "A plataforma também gerencia os níveis de alarmes conforme os valores dos sensores, de modo a enviar mensagens SMS e e-mails aos responsáveis em casos de desvios". A equipe acompanha através de um painel as informações de todos os clientes, como, por exemplo, a quantidade de sensores online e a quantidade de alarmes existentes para cada cliente, tornando possível verificar algum problema crítico e também fazer interações proativas.