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Vale estuda ampliar projeto com RFID

Interesse nasceu da experiência bem sucedida na gerência de Manutenção de Equipamentos de Terraplanagem, da mina de Conceição, em Itabira (MG)

Por Edson Perin

18 de março de 2014 - Após realizar com êxito o projeto piloto de identificação por radiofrequência (RFID) na gerência de Manutenção de Equipamentos de Terraplanagem (GATPS), da mina de Conceição, em Itabira (MG), a mineradora brasileira e global Vale planeja agora ampliar o uso da tecnologia para outras gerências. A companhia é líder na produção de minério de ferro e a segunda maior produtora mundial de níquel.

Os resultados do projeto piloto foram apresentados no Fórum de Gerentes da Diretoria de Ferrosos Sudeste, realizado na mina de Brucutu. "Este fórum, que conta com a participação de gestores das gerências de manutenção, visa a compartilhar práticas e discutir soluções para os problemas das áreas", explica Carlos Teixeira, analista sênior da Vale, em Itabira, responsável por este projeto com RFID e também por outro apresentado em novembro passado no RFID Journal LIVE! Brasil 2013 (leia mais em Vale testa sistema para aumentar segurança no trabalho e Vale gerencia estoque de mais de 1.300 volumes de materiais).

Estoque da gerência de Manutenção de Equipamentos de Terraplanagem, da mina de Conceição, em Itabira (MG)
Após a apresentação do seu trabalho, diz Teixeira, outras gerências de manutenção solicitaram a implantação da tecnologia RFID para gerenciar os seus materiais. "Neste mesmo evento, foram encomendados projetos de RFID para outras atividades, como inspeção de ativos e gerenciamento de componentes", relata. "A cada etiqueta e leitor que eu testo, constato que a tecnologia RFID vem superando as barreiras que dificultam a sua completa adoção. E isto tem um significado muito especial para a minha equipe".

A ferramenta de RFID, desenvolvida internamente, já está gerenciando o estoque de aproximadamente 6.000 volumes de materiais, com total precisão em seus inventários, sendo que há pouco mais de um mês este número não passava de 1.300. Assim, o projeto piloto de RFID cumpriu o seu objetivo inicial de controlar o consumo de materiais, tornando os dados disponíveis para as equipes de planejamento já em fevereiro deste ano.

"Os dados são oferecidos por uma interface simples e intuitiva", explica Teixeira. "Todos os softwares relacionados ao piloto foram desenvolvidos pela nossa equipe. Também realizamos a função de integração, não existindo, portanto, nenhuma empresa contratada durante este processo", afirma Teixeira, que adotou leitores IP30, CN3 e CN50, da Intermec by Honeywell, e tags da CCRR, padrão EPCGlobal, UHF, passivas, Class1 Gen2.