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Lockheed Martin oferece solução para monitorar munições

As etiquetas e leitores podem ser usados para identificar e rastrear uma variedade de itens sensíveis, incluindo armas de fogo, óculos de visão noturna e coletes

Por Claire Swedberg

12 de março de 2014 - A divisão Lockheed Martin's Information Systems and Global Solutions (IS&GS) iniciou a comercialização de uma solução para agências governamentais que pode detectar o movimento e, em alguns casos, o estado e funcionamento de armas e munições. A Lockheed Martin IS&GS está oferecendo a solução, conhecida como RuBee Sensitive Item Warehouse, fabricada e vendida anteriormente pela Visible Assets Inc. (VAI), para seus clientes em agências dos EUA e de outros governos ao redor do mundo. A Lockheed Martin fornecerá instalação, integração e gerenciamento empresarial da tecnologia, como parte do portfólio global de produtos C4ISR (C4ISR é um termo militar, derivado das palavras "Command, Control, Communications, Computers, Intelligence, Surveillance and Reconnaissance").

A Lockheed Martin está atualmente em discussões com um arsenal que atende a U.S. Department of Energy (DOE), para instalar a tecnologia e, assim, acompanhar os movimentos de armas, com o objetivo de expandir o sistema para outros arsenais em todo o DOE. Quatro locais do DOE têm utilizado a solução de rastreamento de armas, incluindo um implantado no Texas, em 2011. A Lockheed Martin realiza um piloto para o U.S. Department of Defense (DOD), e espera concluir a implantação ainda este ano, de acordo com David Weber, da Lockheed Martin.

Sistema Rubee da Lockheed Martin
A tecnologia da Lockheed Martin está em conformidade com o padrão Rubee (IEEE 1902.1). As tags a bateria Rubee MIL STD 810G são projetadas para armas e seus receptores captam o número de identificação de um item e transmitem a informação para o software. As etiquetas Rubee podem ser para rastreamento de munições por agências governamentais, Weber explica, uma vez que transmitem um sinal de 132 kHz de baixa freqüência (LF), que conta principalmente com a parte magnética de uma onda eletromagnética, ao invés do componente eletrônico. Esse sinal funciona bem em ambientes de metal e líquidos e é intrinsecamente seguro perto de explosivos. Além do mais, a frequência muito baixa faz da transmissão Rubee mais segura a partir de escutas e não representa risco, uma vez que não vai vazar para fora de um edifício.

A solução Allegro Armory 20/20 também pode incluir prateleiras inteligentes de aço instaladas com um leitor e antenas Rubee conforme exigido para cada caso e da utilização específica. Os leitores são alimentados por uma conexão Ethernet, com dados relacionados com aqueles geridos pelo software VAI Dot-Tag Visibility Server. Quando são necessárias armas ou outros itens armazenados nas prateleiras, os funcionários entram e saem do arsenal digitalizando um código de barras ou tarja magnética em seus crachás de identificação (ou, em alguns casos, os trabalhadores carregam etiquetas Rubee). O crachá de identificação é então ligado ao número de identificação das munições que são detectadas ao ser removidas.

David Weber, da Lockheed Martin
Para armas, na maioria dos casos, as etiquetas ou são incorporadas em uma braçadeira padrão ou anexadas em um tubo. Etiquetar as armas permite identificar não só por um rack inteligente, mas também por um leitor handheld VAI pRap ou um RuBee DoorGuard or GateReader.

Com a funcionalidade weapons shot counter (WSC), a tecnologia também vem com um acelerômetro ligado à tag de munições. Isso permite que o sensor de sistema controle o número de vezes que a arma é usada e determina a sua temperatura.