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GS1 aponta RFID como saída para perdas do varejo

Pesquisa da FIA e outras associações mostra que o prejuízo somou R$ 1,7 bilhão somente em 2012, o equivalente a 1,83% do faturamento bruto do setor

Por Edson Perin

14 de fevereiro de 2014 - A GS1 Brasil aponta a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) como uma das soluções para evitar as perdas que o varejo brasileiro sofre, devido a diversos fatores de desempenho. Em 2012, segundo o Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/FIA), as perdas no varejo representaram 1,83% do faturamento bruto do setor, que totalizou R$ 98 bilhões. Ou seja, os prejuízos chegaram ao patamar de R$ 1,7 bilhão.

O percentual de perdas de 2012 é o maior desde 2008, quando se registraram 2,05% em perdas, e está 0,07 pontos percentuais acima do índice computado em 2011, que ficou em 1,76%. Os resultados se referem aos segmentos de Supermercado, Farmácia, Construção e Vestuário, analisados pelo estudo.

Tabela de Perdas do Varejo – Provar/FIA
No setor de Supermercado, a maior causa das perdas se deve à “Quebra operacional”, com 33,4% do total, seguida por “Furto externo” (21,4%), “Furto interno” (13,1%), “Erros administrativos” (12,7%), “Fornecedores” (11,4%) e “Outros fatores” (8,1%). Mesmo sendo fundamental para a eficiência operacional do setor, apenas 28% dos respondentes informaram ter área de prevenção de perdas.

De acordo com a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, a tecnologia é uma aliada importante para o varejo enfrentar um dos problemas que mais preocupa o setor: as perdas. Problemas recorrentes, como a chamada quebra operacional e os furtos, podem ser contornados com a adoção de ferramentas como o código de barras e o controle pela identificação por radiofrequência (RFID).

Empresas como o Grupo Pão-de-Açúcar já têm iniciativas importantes em andamento com RFID, com o intuito de solucionar problemas de logística e até de contabilidade (leia em Grupo Pão-de-Açúcar soluciona problema logístico e contábil). Um dos exemplos foi o investimento que a companhia fez em RFID para melhorar o controle de volumes e a eficiência na distribuição de peixes para suas redes de supermercados Pão-de-Açúcar e Extra.

“A tecnologia é um dos principais aspectos que possibilita ao varejista uma gestão eficiente, com grandes reduções de desperdícios e prevenção de perdas”, destaca o coordenador de pesquisas do Provar, Nuno Fouto. Para o professor, o principal benefício da adoção de ferramentas adequadas são as informações precisas, controle de gestão de estoques e de prazo de validade. “Esse é um investimento que se paga se a tecnologia for bem aplicada”.