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Médicos identificam implantes mamários sem cirurgia

Fabricante introduz tag RFID em peças de silicone, o que permite reconhecer modelo, tamanho e outros detalhes do produto mesmo após implantado

Por Claire Swedberg

9 de janeiro de 2014 - A Establishment Labs (EL), fabricante de produtos cirúrgicos para moldar o corpo humano, começou a vender alguns dos seus implantes mamários com uma etiqueta embutida de identificação por radiofrequência, com o objetivo de fornecer informações aos médicos. Os implantes contendo etiquetas RFID passivas de baixa frequência (LF), fornecidas pela VeriTeQ, estão disponíveis comercialmente na Europa. O primeiro cliente é uma rede britânica de clínicas de cirurgia plástica, que pediu para permanecer anônima.

A solução completa, composta por implantes etiquetados, leitores portáteis e um banco de dados que registra as informações, foi batizada como sistema Motiva Implant Matrix Ergonomix.

Um dos implantes mamários com etiquetas RFID
A Establishment Labs é uma empresa da Costa Rica com quatro anos de existência e escritórios na Flórida e na Bélgica. O CEO da empresa, Juan José Chacón-Quirós, diz que sua empresa foi abordada no ano passado por Scott R. Silverman, presidente e CEO da Veriteq, que vende as etiquetas RFID. A ideia de incorporar a tecnologia nos implantes mamários teve como objetivo atender a uma necessidade dos pacientes e médicos.

Por exemplo, diz ele, quanto um implante é colocado no corpo humano, o paciente não tem como saber exatamente o que foi usado, nem mesmo a sua marca e modelo. Esta informação pode assegurar que um implante inserido é autêntico e pode também ser importante no caso de ocorrerem efeitos adversos. Se o paciente vier a ter um problema após o implante, pode ser difícil determinar o tipo de implante utilizado ou sua vida útil. Embora os médicos mantenham registros escritos dos dispositivos implantados, rastrear a papelada anos mais tarde pode ser uma tarefa difícil.

Se cada implante contém uma tag RFID, um médico não precisa realizar uma cirurgia para verificar um implante. Além do mais, prevê Chacón-Quirós, um paciente teria maior controle sobre seu implante, por ter acesso a todos os dados disponíveis, simplesmente visitando um médico equipado com um leitor de RFID.