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Vale testa sistema para aumentar segurança no trabalho

Mineradora utiliza RFID para verificar se funcionários estão em dia com treinamentos e exames médicos obrigatórios para manutenção da vida

Por Edson Perin

12 de dezembro de 2013 - Com a missão de transformar recursos naturais em prosperidade e desenvolvimento sustentável, a Vale é uma mineradora global, com sede no Brasil, líder na produção de minério de ferro e a segunda maior produtora mundial de níquel. Sua preocupação com a vida pode ser calculada pelos investimentos de mais de US$ 1,3 bilhão em 2012, para promover iniciativas de cunho social e ambiental nas área onde atua. Presente em mais de 30 países, a Vale tem escritórios, operações, explorações e joint ventures espalhados pelos cinco continentes. E para se ter uma ideia, somente no Brasil, opera mais de 10 mil quilômetros de ferrovias.

No Brasil, a empresa iniciou um projeto piloto em novembro de 2012, em Itabira (MG), para testar a eficiência da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) como instrumento para dar agilidade e eficiência no controle de sua política de segurança no trabalho. A iniciativa tem trazido benefícios importantes para a melhoria do acompanhamento individualizado de cada um dos 80 funcionários impactados pelo projeto, no que se refere aos treinamentos e exames médicos obrigatórios e fundamentais para a garantia da vida nos campos de trabalho. O caso foi apresentado no RFID Journal LIVE! Brasil 2013.

Complexo da Vale, em Itabira (MG)
Antes do sistema RFID, com base na tecnologia da Intermec by Honeywell, a fiscalização sobre a adequação de cada funcionário aos procedimentos e regras necessários para a manutenção da segurança era realizada manualmente, por meio de papéis impressos e verificações um a um, processo que demandava tempo e poderia levar a falhas na verificação do cumprimento das agendas de treinamentos e exames por parte dos trabalhadores.

Com a RFID, houve ganhos importantes no acompanhamento individualizado com mais eficiência e dinamismo. "A vida em primeiro lugar. Este é o nosso maior valor", afirma Carlos Teixeira, analista sênior da Vale em Itabira, responsável pelo projeto com RFID. "Por isso, temos de manter o controle sobre RAC, ASO e respeitar as nossas Regras de Ouro".

Segundo Teixeira, RAC ou Requisitos para Atividades Críticas são as instruções de segurança para execução de atividades de risco, que determinam ações de capacitação, para preservar a vida das pessoas, assegurando sua integridade física e garantindo a conformidade com os padrões de saúde e segurança.

Já o ASO ou Atestado de Saúde Ocupacional define se o funcionário está apto ou inapto à realização de suas funções dentro da empresa. "Para cada exame realizado, o médico emitirá o ASO em duas vias", explica Teixeira. "A primeira via ficará arquivada no local de trabalho, inclusive na frente de trabalho ou canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho. E a segunda via será obrigatoriamente entregue ao trabalhador mediante recibo".

O documento é de extrema importância, de acordo com Teixeira, porque além da identificação completa do trabalhador, há informações sobre a função exercida, os riscos que existem na execução de suas tarefas, procedimentos médicos a que foi submetido, ou seja, informações completas sobre a saúde do funcionário.