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Pérolas ganham solução criativa de autenticação

A Fukui Shell Nucleus Factory desenvolveu um método para inserir uma pequena etiqueta RFID na ostra e, assim, manter a tag embutida na pérola

Por Claire Swedberg

11 de dezembro de 2013 - Depois de uma década de pesquisas e desenvolvimento de tecnologias para autenticar pérolas cultivadas, a Fukui Shell Nucleus Factory, fornecedora japonesa de equipamentos e serviços para a indústria de pérolas, lançou uma solução que consiste de uma pequena etiqueta de identificação por radiofrequência (RFID) incorporada ao núcleo da pérola, que pode transmitir um número de identificação único a um leitor RFID. A tag permite identificar e rastrear uma pérola com diâmetro de 9 milímetros ou mais, desde a sua origem até a compra por um cliente. Os núcleos etiquetados estão disponíveis no mercado a partir de agora, mas David Wong, diretor do projeto na empresa, diz que um banco de dados de rastreamento de pérolas tornará a tecnologia mais importante para toda a indústria. A empresa está atualmente no processo de desenvolvimento de banco de dados.

Todas as pérolas cultivadas são criadas usando um material de núcleo de uma outra concha que é inserida em uma ostra. O molusco segrega material conhecido como nácar para cobrir esse núcleo, eventualmente, criando uma pérola. A Fukui Shell, produz esses núcleos para os cultivadores pérolas, viu uma oportunidade para ajudar os membros da indústria a provar a autenticidade, origem e história de cada pérola.

David Wong, da Fukui Shell, mostrando um dos núcleos com a tag de sua empresa (à esquerda), assim como uma pérola cultivada
"Os compradores querem pérolas grandes e bonitas", diz Wong. Além disso, os vendedores muitas vezes são mal informados sobre a origem de uma pérola, deixando os clientes na posição de esperar as informações que têm sobre as joias. De acordo com Wong, os clientes querem a garantia de um registro completo das origens de uma pérola e história são mais propensos a fazer uma compra.

Fukui Shell verificou para várias opções, a maioria das quais rapidamente descartadas. A perfuração de um buraco em uma pérola para incorporar uma etiqueta RFID seria destrutiva, diz Wong, enquanto um número de identificação em sua superfície também com impressão a laser poderia resultar em danos. Portanto, a empresa buscou criar uma identificação única que pudesse ser inserida no núcleo da pérola.

Durante os últimos anos, a Fukui Shell começou a trabalhar com uma fazenda de pérolas para testar um novo tipo de núcleo que poderia ser maior, aplicando a laminação sobre o próprio núcleo. A laminação veda completamente o interior do núcleo (secreções do molusco hospedeiro), tornando possível garantir que uma tag de RFID pudesse permanecer protegida após a inserção do núcleo em uma ostra. Após a realização de pesquisas, a empresa descobriu uma tag RFID passiva UHF pequena o suficiente para ser incorporada ao núcleo. Em seguida, ele começou a colocar núcleos etiquetados dentro de ostras e começou a trabalhar com os leitores RFID para interrogar essas tags. Wong se recusa a revelar o modelo ou tamanho específico da tag, mas relata que é pequena o suficiente para caber em um núcleo medindo 12 milímetros ou menos de diâmetro. Wong recomenda a solução para pérolas que medirão pelo menos 9 milímetros, tais como pérolas South Sea e as pérolas negras do Taiti, mas observa que um núcleo RFID "pode ser muito menor do que isso".

A Fukui Shell replicou as condições em que os núcleos com etiquetas RFID seriam inseridos nas ostras. Por exemplo, a firma testou se o álcool vazaria da tag através do laminado e também conduziu teste de pressão e aquecimento. O álcool, de acordo com Wong, foi usado para permitir a detecção de fugas, devido às alterações de cor, por exemplo. A empresa tentou usar um leitor portátil de capturar do número de identificação exclusivo da marca. A tecnologia funcionou bem, diz Wong.