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Hospital garante tratamento personalizado aos pacientes

O hospital suíço Riviera está usando uma solução RFID programada para emitir alertas e, assim, evitar enganos no atendimento aos pacientes com câncer

Por Claire Swedberg

21 de outubro de 2013 - O Hospital Riviera, um novo centro de oncologia na Suíça, oferece tratamentos de radioterapia para uma média de 36 pacientes por dia. Para garantir que cada um receba o tratamento adequado, o centro implantou uma solução baseada em RFID, que permite o tratamento de pacientes a cada 10 ou 15 minutos – uma redução expressiva no tempo de 15 a 20, antes da tecnologia. O mais importante, segundo Marc Pachoud, médico chefe do grupo de radioterapia do Hospital Riviera, está em relacionar a identificação personalizada de cada paciente de câncer com os IDs de todos os dispositivos de tratamento pelos quais o indivíduo terá de passar, garantindo que sempre receba a terapia adequada.

O centro médico emprega tecnologia de radioterapia Versa HD, da Elekta, um aparelho de radioterapia de alta potência, para direcionar feixes de radiação para a referida parte do corpo de um paciente que necessita de tratamento. Além disso, a Elekta fornece a solução de RFID conhecida como Identify (Identificar), para garantir que o paciente receba o tratamento adequado. O sistema consiste de um leitor RFID UHF instalado no dispositivo Versa HD, além de etiquetas RFID incorporadas em cartões usados pelo paciente. As tags também estão associadas a acessórios para tratamento de radioterapia dos pacientes, permitindo que o software receba os dados lidos das etiquetas dos pacientes e medicação e compare com todas as identificações das tags, garantindo assim que o tratamento correto seja aplicado. O sistema emite um alerta no caso de discrepância.

O software da Elekta usa RFID para identificar um paciente e o seu respectivo tratamento de radioterapia
A solução pode ser integrada com o software MOSAIQ Oncology Information System, da Elekta, residente no servidor da hospital, que acompanha cada paciente e tratamento recebido, de acordo com Uli Lutz, gerente da Elekta. Com os dados lidos, o centro recolhe um registo automático de cada tratamento, juntamente com os acessórios usados.

Cada paciente, dependendo do tipo de câncer a ser tratado, bem como as variáveis de seu peso, sexo e saúde, recebe um tratamento muito específico, que inclui acessórios destinados a posicionar e imobilizar o paciente que recebe o feixe de radioterapia. O tratamento para um homem com câncer de próstata é muito diferente, por exemplo, de um outro paciente que sofra de um tipo diferente de câncer. Os erros ocorrem raramente, relata Pachoud, no entanto, há sempre um risco. “Com a solução RFID”, diz ele, “a ideia é tentar minimizar qualquer risco".

Quando um paciente chega pela primeira vez, o seu prontuário médico e plano de tratamento são inseridos no sistema, e um cartão de RFID é entregue ao indivíduo. O número de identificação exclusivo codificado na tag RFID passiva EPC Gen 2 UHF do cartão está ligado ao paciente e ao seu registro. O paciente, então, traz o cartão a cada visita. Quando um paciente chega, a equipe não utiliza o sistema RFID para permitir o acesso, mas um funcionário usa um teclado para inserir manualmente o nome do paciente no sistema, juntamente com o tempo de seu tratamento e, em seguida, preparar os acessórios específicos para o tratamento.

Quando o paciente é chamado, traz o cartão RFID com ele. Um leitor UHF é montado sobre o Versa HD. Quando sobe no acento, seu cartão RFID é interrogado pelo leitor desenvolvido pela Elekta para esta solução e o dispositivo aciona o software. Cada acessório exclusivo do Versa ID está ligado a dados sobre o item e, em seguida, o software determina se corresponde ao plano de tratamento do paciente. Um monitor na parede exibe o nome do paciente, juntamente com fotografias de rosto e uma foto em tempo real no tratamento. O monitor exibe um ícone verde se os acessórios corresponderem às suas necessidades ou um alerta vermelho se houver algum erro.