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Grupo Pão-de-Açúcar soluciona problema logístico e contábil

Companhia investe em RFID e melhora controle de volumes e eficiência na distribuição de peixes para suas redes de supermercados Pão-de-Açúcar e Extra

Por Edson Perin

17 de outubro de 2013 - O Grupo Pão-de-Açúcar encontrou na tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) a solução para um problema que afetava tanto a sua área de logística como a contabilidade de suas redes de supermercados Pão-de-Açúcar e Extra. A distribuição de peixes, assim como a de outros produtos da chamada Cadeia do Frio, apresenta desafios importantes para as empresas do setor. Afinal, os peixes não têm pesos idênticos e as empresas trabalham com valores médios por unidade, o que resulta em diferenças entre o que teoricamente foi entregue para uma loja, o que realmente foi vendido, o faturamento previsto e o que foi gerado pela comercialização.

Paulo Leonidas, diretor de abastecimento do Grupo Pão-de-Açúcar, diz que, antes da RFID, seu departamento fazia o cálculo do valor médio dos peixes, pois não era possível saber exatamente o peso de cada peça na hora de distribuir toneladas de mercadorias para os supermercados. “Assim, a loja recebia 30 quilos de um produto, em média, mas na verdade podiam ser 32 quilos, o que acabava gerando uma venda adicional de dois quilos. Ou seja, mais do que existia”, explica Leonidas.

O executivo afirma que a diferença de peso levava a uma variação contábil bastante significativa, mas que foi eliminada com o uso da RFID. O impacto desta diferença de dois quilos pode parecer pouco em apenas uma loja, mas em toda uma rede, com centenas de lojas, esta variação representa algumas centenas de quilos e outras centenas ou milhares de reais em faturamento.

Com a RFID, o sistema de peso médio foi substituído pelo peso real. “A RFID carrega o RG de cada uma das caixas de produtos entregues às lojas”, esclarece. “Se tem 32 quilos de peixe, são 32 quilos mesmo, o que nos eliminou o problema contábil e também o de reposição de produtos”.

A reposição de peixes nas lojas foi melhorada, graças à tecnologia. Segundo Leonidas, porque antes os gestores achavam que o produto estava disponível, pois se o sistema acusasse que a loja tinha recebido 40 quilos de um produto, com base na média de peso unitário, poderia ter apenas 35 quilos disponíveis. “Numa situação dessas, o próprio consumidor poderia ficar sem o seu produto, porque o gestor da loja só iria perceber que o estoque estaria em um nível crítico, quando o produto estivesse prestes a acabar ou quando já estivesse esgotado”.

Graças à RFID, foi eliminado o risco de desabastecimento de um determinado tipo de peixe nas lojas. A eficiência na distribuição – além do controle real do faturamento proporcionado por estes produtos – está estimulando a empresa a planejar uma ampliação no uso da tecnologia de identificação por radiofrequência. “A ideia é expandir para carnes e o segmento FLV [frutas, legumes e verduras], que também sofrem com desafios bem semelhantes ao da distribuição de peixes”.