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Cooperativa rastreará distribuição de flores

Entre os objetivos do projeto da Cooperativa Veiling Holambra, estão reduzir custos e aumentar a eficiência dos inventários

Por Edson Perin

6 de setembro de 2013 - Um mar de rosas para implantar tecnologia. Este é o sonho de todo integrador e que está se tornando uma realidade quase que literal em Holambra, cidade paulista a 250 quilômetros da Capital, considerada uma das mais importantes produtoras de flores e plantas ornamentais da América Latina. A Cooperativa Veiling Holambra (CVH) decidiu adotar a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para controlar a circulação e distribuição de seus produtos, com o intuito de reduzir custos, aumentar a precisão do controle dos estoques, eliminar rupturas na distribuição e maximizar os ganhos.

Exemplo de Materiais Circulantes (MCs) da Cooperativa Veiling Holambra (CVH)
O projeto está sob a responsabilidade de Jorge Possato Teixeira, gerente de logística e facilidades da CVH, e a implantação a cargo de Francisco Roberto Pereira, coordenador de logística da cooperativa e que fará uma apresentação ao vivo sobre o projeto no evento RFID Journal LIVE! Brasil, a ser realizado nos dias 6 e 7 de novembro, no Espaço APAS – Centro de Convenções, em São Paulo.

O projeto prevê a identificação individualizada de todos os chamados Materiais Circulantes (MCs) da cooperativa, que incluem carrinhos, divisórias, cestos, suportes e porta vasos.

“Para isto, serão utilizadas tags RFID EPC Gen2 UHF, monitoradas e controladas por leitores móveis e portais fixos, para todos os processos logísticos da CVH, com destaque para os processos de expedição de MCs para fornecedores, recebimento de material dos fornecedores, expedição de MCs para clientes e devolução de MCs de clientes”, explica Pereira.

Ilustração sobre a utilização de leitores RFID fixos e móveis na CVH
Com o investimento em RFID, relata Pereira, a CVH espera obter mais confiabilidade nos processos, com redução de custos, eliminar lançamentos manuais de entradas e saídas, evitar fraudes, facilitar o inventário dos MCs e aumentar a eficiência operacional. “As tags de RFID serão instaladas em quase um milhão de peças”, afirma Pereira, que já está cotando a aquisição de 1,1 milhão de etiquetas.

Atualmente, segundo o executivo, o processo de logística é semiautomático, com 55 mil carrinhos controlados por códigos de barras e os demais itens – cerca de 1 milhão de unidades -, por uma solução móvel com interface direta com o sistema de gestão da cooperativa (Oracle EBS), no qual as movimentações internas são registradas por meio de 100 coletores de dados Intermec CN3.