RFID Noticias

Trane supre fábrica com eficiência

A fabricante de sistemas de aquecimento e ar condicionado usa etiquetas RFID UHF passivas para movimentar componentes nos centros logísticos

Por Claire Swedberg

19 de agosto de 2013 - A fábrica norte-americana que produz sistemas de aquecimento e ar-condicionado Trane, no Texas, usa o sistema Kanban (com pedidos just-in-time) para garantir o movimento eficiente dos componentes de um armazém de terceiros para a fábrica. Desde 2009, a empresa, uma divisão da Ingersoll Rand, vem utilizando uma solução de software fornecida pela Ultriva para ajudar fornecedores a garantir que o tráfego de materiais para a linha de montagem seja fluente. Ao utilizar este sistema, a empresa tornou-se capaz de garantir que os componentes estejam sempre disponíveis, mas nunca estocados em níveis maiores do que o necessário.

Neste ano, no entanto, a Trane melhorou a eficiência pela adição da tecnologia RFID para automatizar o processo de identificação quando os suprimentos são recebidos em sua fábrica de Tyler. Um processo que costumava demorar cerca de 30 minutos, entre o recebimento das mercadorias no armazém da fábrica e a leitura de códigos de barras, agora leva apenas cerca de cinco minutos para se completar, com produtos etiquetados com RFID passando por um leitor RFID fixo. A Trane espera que a RFID economize US$ 120.000 por ano, com a redução de custos trabalhistas.

Antes da implantação do RFID, o sistema Ultriva fazia uma ligação automática entre os pedidos recebidos e o processo de picking e expedição. Quando produtos adicionais eram necessários, a Trane postava encomendas no portal Web Ultriva, residente em um servidor hospedado atrás do firewall da Trane. Seus fornecedores acessavam esse portal e a maioria respondia com o envio de mercadorias diretamente para um dos dois centros de logística de da empresa, enquanto alguns enviavam diretamente para um armazém na fábrica do Texas.

Quando um item era recebido no centro de logística ou armazém, um trabalhador digitalizava o número de identificação, lendo o código de barras da embalagem. Essa identificação, ligada à descrição do item no software era então armazenada, indicando o que tinha sido recebida e agora estava disponível.

Na fábrica, se uma linha de montagem ficasse com estoque baixo de componentes, a equipe de montagem tinha de fazer um pedido no portal Ultriva. Um dos dois centros de logística ou o armazém da fábrica, então, recebiam esse pedido e enviavam a lista dos componentes requeridos para a fábrica, onde os trabalhadores fariam a varredura do código de barras de cada item.

Esse processo, diz Reuben Thurman, analista de operações de TI da Trane, era mais rápido do que um sistema em uso antes de 2009, pelo qual a maior parte do rastreamento era realizada manualmente, em papel. Mas o método de código de barras ainda exigia que trabalhadores fossem com um leitor mirar em cada código de barras individualmente, o que era demorado. Com a chegada da RFID, segundo ele, a etapa tornou-se mais fácil e rápida.