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RFID rastreia produtos químicos em laboratório

O Oak Ridge National Laboratory gerencia seu inventário com etiquetas passivas RFID UHF EPC, usando leitor portátil em locais de armazenamento

Por Claire Swedberg

16 de agosto de 2013 - Quatro anos após a instalação inicial da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) e após vários anos de melhoramentos na implantação, o Oak Ridge National Laboratory (ORNL), dos Estados Unidos, está monitorando o seu inventário de produtos químicos em 1.200 áreas de armazenamento. A solução, composta por etiquetas passivas UHF RFID, leitores portáteis, impressoras e software fornecido pela Open Wave RFID, permite aos gestores e técnicos do laboratório realizar verificações de inventário em horas ao contrário dos dias necessários para rastrear os mesmos materiais por códigos de barras e scanners.

O ORNL é o maior laboratório nacional de ciência e energia do U.S. Department of Energy, com um campus de 3.000 hectares, localizado no Tennessee, com pesquisadores em energia nuclear, biologia e segurança nacional. O ORNL armazena cerca de 105 mil contêineres de produtos químicos dentro das áreas de armazenamento que contém desde armários a refrigeradores para inflamáveis. Cerca de 25.000 novos produtos químicos entram no ORNL anualmente, enquanto que um número semelhante é removido. O laboratório exige que os técnicos e outros usuários destes produtos químicos realizem inventários constantes para bater com o que está listado nos registros eletrônicos, de acordo com Jeff Sickau, gerente do Plano de Gestão de Materiais Perigosos do ORNL (HMMP). Esta tarefa era demorada usando códigos de barras, diz ele, uma vez que exigia retirar cada frasco, lata ou outro recipiente de seu local de armazenamento e digitalizar todos os códigos de barras individualmente.

Para conduzir contagens de inventário, um usuário utiliza um leitor RFID portátil perto dos produtos químicos. O software destaca os itens que deveriam ter sido lidos e não foram, assim como os que foram lidos, mas devem ser colocados em outro lugar

"Estamos analisando o uso da RFID desde 2003", afirma Sickau, mas o ORNL estava esperando o custo das etiquetas RFID cair para um preço acessível. Em 2009, o laboratório decidiu que o custo da tag tinha atingido um preço adequado (depois de ter caído para cerca de 20 centavos de dólar por tag) e, portanto, investiu em software, tags passivas EPC Gen 2 RFID, impressoras e leitores portáteis.

O sistema RFID inicial foi mais eficiente do que a solução de código de barras, relata Sickau, mas não produziu os resultados que o laboratório tinha a esperança de conseguir. A taxa de leitura foi de aproximadamente 80%, diz ele, o que não foi o suficiente. Algumas tags eram difíceis de ler em metal e o software não forneceu os detalhes necessários no campo (em cada local de armazenamento) para conciliar com os registros eletrônicos do laboratório. "Percebemos logo no início", explica ele, "que você poderia ter 80% de precisão, mas pode perder rapidamente qualquer eficiência que ganhou ao tentar encontrar os 20% em falta."

Cerca de dois anos atrás, o ORNL começou a trabalhar com a Open Wave RFID, um provedor de soluções, para resolver problemas relacionados às taxas de leitura de RFID e gerenciamento de dados, lembra Tim Waggoner, co-fundador da Open Wave RFID. Depois de examinar o sistema em vigor no ORNL, diz Waggoner, tornou-se claro que o software era inadequado e que os leitores, impressoras e etiquetas não estavam operando conforme necessário. A Open Wave RFID desenvolveu uma solução de software que extrai dados do sistema de ORNL, armazena informações sobre cada número de identificação único codificado em tag RFID com produtos químicos. A Open Wave RFID, desde então, comercializada a solução sob o nome ChemVue, que inclui leitores portáteis Motorola 3190z, bem como impressora e tags de uma variedade de fornecedores.

O ORNL lançou a solução em 2012. À medida que cada nova química é recebida, os dados são introduzidos nas HMMIS, após o que os agentes imprimem uma etiqueta RFID com um número de identificação único, que também é impresso na parte da frente, em ambos os formatos de texto, e como código de barras 2-D. A etiqueta adesiva é então aplicada no próprio recipiente. Em alguns casos, vários frascos podem ser armazenados em um único saco, onde todas as etiquetas são afixadas. Os produtos químicos recebem então um local para ser guardados, em refrigeradores ou em prateleiras.