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Microsoft realiza estudos com tags 3D passivas

O sistema InfraStruct, atualmente em protótipo, pretende utilizar sinais em terahertz para identificar um objeto por meio de formas 3D originais ou seções ocas de sua estrutura

Por Claire Swedberg

29 de julho de 2013 - Engenheiros da divisão de pesquisas da Microsoft desenvolveram uma tecnologia de identificação automática conhecida como InfraStruct, que usa etiquetas de identificação operando na faixa de terahertz (THz). Em vez de codificar dados em um chip de silício, como é tipicamente o caso das tags RFID passivas que operam em bandas de radiofrequência (RF) de baixa freqüência (LF), alta frequência (HF) ou ultra-alta frequência (UHF), a InfraStruct envolve a construção de uma forma única ou secção oca diretamente em uma estrutura, com um número de identificação ou outros dados fisicamente representados nessa forma ou secção.

O termo terahertz refere-se à radiação eletromagnética caindo entre microondas e infravermelho, ou seja, entre 300 GHz e 3.000 GHz (0,3 THz a 3 THz), com comprimentos de onda que variam de 0,03 milímetros a 3,0 milímetros. A banda UHF, entretanto, varia de 300 MHz a 3 GHz, com comprimentos de onda de 10 centímetros a 1 metro.

Amostras das tags InfraStruct utilizadas pelos pesquisadores durante suas experiências
O conceito InfraStruct, ainda em fase de protótipo, inclui um método único de construir uma etiqueta num objeto plástico tridimensional impresso, bem como um scanner terahertz q6ue transmite uma radiação ótica, como no item que é refletido de volta para o scanner. O programa mede então a resposta do reflexo recebido, identificando deste modo o artigo original baseado na medição.

Andrew D. Wilson

Karl D.D. Willis, pesquisador da Microsoft Research e candidato a Ph.D. da Carnegie Mellon University, e Andrew D. Wilson, principal pesquisador da Microsoft, desenvolveram a tecnologia ao longo dos últimos anos, com o intuito de chegar a um método de identificação único como uma alternativa aos códigos de barras e de identificação por radiofrequência. Os códigos de barras, explicam, deve ser colocado do lado de fora de um item e, assim, criam um problema estético, enquanto as etiquetas RFID (com um chip de silício e antena) devem ser inseridas em um objeto no processo de fabricação apenas pela moldagem de um polímero para criar uma forma projetada digitalmente.

Uma impressora 3D pode criar um objeto por computador. Os itens podem ser ligeiramente diferentes um do outro, devido a pequenas alterações no design digital, criando uma oportunidade para a identificação única de cada um dos objetos aparentemente idênticos. Essa identificação pode ser útil durante o rastreamento, logística ou aplicações de inventário, mas poderia ser usado no futuro para ajudar uma máquina de identificar, um robô ou outro sistema que procura um objeto específico.