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Pesquisadores controlam alimentação de animais

A solução RFID monitora quando e por quanto tempo bois ou porcos comem e permite avaliar em que medida a alimentação revela as condições de saúde de cada animal

Por Claire Swedberg

26 de julho de 2013 - Dois engenheiros agrônomos que trabalham para o U.S. Department of Agriculture (USDA), equivalente ao brasileiro Ministério da Agricultura, desenvolveram uma solução para monitoramento do comportamento animal na hora da alimentação, utilizando leitores de identificação por radiofrequência (RFID), antenas e multiplexadores para avaliar a saúde dos animais. O sistema já está em funcionamento há alguns anos no Roman L. Hruska U.S. Meat Animal Research Center (USMARC), localizado em Nebraska, nos Estados Unidos (EUA). A intenção é capturar o número ID da tag personalizada de cada animal, sem alterar ou restringir o modo pelo qual os animais se alimentam. Com os dados recolhidos, os cientistas podem identificar quais animais estão comendo, onde se reúnem, por quanto tempo e com que frequência. Estas medidas fornecem informações sobre a resposta de cada animal às mudanças ambientais e também pode, potencialmente, identificar os animais doentes.

O sistema foi desenvolvido por Tami Brown-Brandl e Roger Eigenberg, que trabalham na Unidade de Pesquisa e Gestão Ambiental do centro. Os dois engenheiros agrícolas investigaram sistemas baseados em RFID para controlar a ingestão de alimentos. Enquanto outras soluções estão disponíveis, esses produtos alteram substancialmente o processo de alimentação normal, assim potencialmente influenciam no comportamento dos animais. O objetivo dos engenheiros do USMARC era monitorar os animais dentro de um ambiente comercial. Um novo sistema foi necessário, portanto, que poderia monitorar o comportamento de alimentação dos animais sem afetar suas atividades normais.

Tami Brown-Brandl está ao lado de um dos chiqueiros equipados com o sistema RFID que ajudou a desenvolver

Eigenberg e Brown-Brandl conceberam um método para distribuir o sinal de frequência de rádio para uma série de antenas, utilizando multiplexadores construídos artesanalmente. Um tipo de multiplexador é utilizado para distribuir um comando de leitura de vários interrogadores, enquanto que um segundo tipo permite que um único interrogador possa digitalizar dados de várias antenas.

O sistema foi originalmente instalado em 16 baias de confinamento de gado para pesquisa, cada um projetado para manter oito novilhos ou novilhas. Em oito das 16 gaiolas os animais tiveram acesso a sombras, um método de reduzir os efeitos do calor no verão. Seis antenas de leitura e um multiplexador foram instalados no núcleo oco de um suporte de cocho de poliestireno de 12 pés. A solução total consistiu de 16 destes suportes, dois leitores RFID de baixa freqüência (LF) Texas Instruments Series 2000, ligados a 96 antenas e 18 multiplexadores. O sistema pode acomodar 128 animais e as antenas foram concebidas para ler as etiquetas dentro do cocho de alimentação a um máximo de 30 polegadas. Os animais foram marcados com etiquetas RFID Allflex half-duplex 134.2 kHz, afixadas às suas orelhas.

Os pesquisadores também criaram um software compatível com o sistema operacional Windows, da Microsoft, que relaciona o número de identificação de cada animal com o local em que sua tag foi lida, e transfere essa informação para um arquivo de texto para análise posterior. O sistema de monitoramento de gado varre todas as antenas, registrando dados a cada 30 segundos. O software também exibe uma tela para fornecer diagnósticos de hardware quando operado em modo de teste, durante o qual cada cocho e antena podem ser verificados, a fim de assegurar que todas as antenas de leitura de estejam corretamente em funcionamento.

Segundo Eigenberg e Brown-Brandl, o sistema de confinamento recolheu com sucesso dados sobre o comportamento alimentar de cada animal ao longo de dois ciclos de pesquisa. Os cientistas estão agora resumindo os dados para análise.