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Agência de Seguridade Social dos EUA rastreia ativos de datacenter

O sistema Visi-Trac da RFID Global Solution ajuda a saber o que foi removido dos racks de servidores e a realizar verificações de estoque de 13 mil itens

Por Claire Swedberg

5 de junho de 2013 - O Social Security Administration (SSA ou Agência de Seguridade Social, dos Estados Unidos) reduziu em 90% o trabalho exigido para controlar o estoque de um de seus datacenters, utilizando identificação por radiofrequência (RFID) para gerenciar os equipamentos. Quinn Solem, gerente de TI do projeto da SSA, apresentou os detalhes da solução no RFID Journal LIVE! 2013, realizado em abril na cidade de Orlando, nos Estados Unidos.

A SSA lançou a iniciativa de gerenciamento de TI em setembro de 2012, em um de seus dois datacenters no país, com o objetivo de automatizar os processos de inventário e auditoria de ativos de TI. A agência procurou reduzir os tempos de ciclo de estoques, melhorar a precisão do inventário e aumentar a segurança.

Quinn Solem, da SSA

Para atingir o objetivo, a SSA implantou a plataforma de visibilidade em tempo real Visi-Trac Asset Manager, da RFID Global Solution, utilizando tags passivas de RFID UHF nos ativos, leitores portáteis e portais fixos, para suportar os esforços de gerenciamento de ativos de TI da agência em seu datacenter nacional de Woodlawn.

A SSA opera seus dois datacenters nacionais, 24 horas por dia, sete dias por semana. Cada site se estende por cerca de 100.000 metros quadrados e abriga 15 mil ativos de TI (principalmente servidores e monitores de computador) usados para gerenciar cerca de 178 milhões de transações diárias, baseadas em internet segura.

“Os ativos representam um enorme desafio de gerenciamento de inventário”, relata Solem. O equipamento, incluindo servidores e monitores, muitas vezes é transferido de um datacenter para outro. Em alguns casos, os produtos são retirados de serviço para reparação ou manutenção e, em seguida, são devolvidos. A prestação de contas para cada item, segundo ele, é fundamental. Não é só a equipamentos que é caro – a SSA gasta US$ 250 mil a cada ano na compra de itens adicionais –, pois a segurança também é crucial. Não houve falhas de segurança até o momento, disse, e a SSA tem a intenção de continuar assim. Sabendo que nenhum servidor deixou as instalações em mãos não autorizadas é uma forma de garantir que a segurança.

No passado, a SSA destinou uma equipe de três pessoas, em três turnos, em um total de uma ou duas semanas por mês, para catalogar os bens. Os trabalhadores abriram cada rack e lerem a etiqueta com código de barras de cada peça de equipamento.

A tecnologia RFID da SSA automatizou o processo. Além disso, a agência buscou um melhor método para assegurar que nada fosse perdido e evitar possíveis erros. "Não conseguimos provar que os processos estavam sendo seguidos anteriormente", afirmou, “já que muitos itens ainda acabavam se perdendo das listas de inventário”. Com vários turnos nos datacenters, é difícil saber qual mudança foi realmente responsável por mover um determinado ativo, causando uma discrepância.