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Sistema brasileiro garante higienização de mãos em hospitais

Com base em tecnologia RFID, a solução monitora quais profissionais de saúde estão higienizando suas mãos devidamente, prevenindo infecções

Por Edson Perin

22 de maio de 2013 - No RFID Journal LIVE! Brasil, em novembro de 2012 (ano passado), João Ricardo Tinoco de Campos, diretor de enfermagem do Instituto Data Rio de Administração Pública, informou que a Unidade de Pronto Atendimento de Saúde (UPA) de Mesquita, no Rio de Janeiro, havia instalado um sistema de RFID, fornecido pela Atrio Rio Serviços para melhorar o controle de medicamentos e a limpeza de ativos, a fim de reduzir a incidência de infecções hospitalares. No evento, Campos afirmou que a medida poderia levar a uma redução de 80% na taxa de infecções hospitalares.

Em diversas matérias realizadas em todo o mundo pelo RFID Journal, várias soluções com identificação por radiofrequência (RFID) foram documentadas com o objetivo de evitar as infecções hospitalares (muitas delas já publicadas em português neste site), especialmente controlando o fluxo de materiais, como no caso acima, e também de pessoas. Agora, uma empresa brasileira desenvolveu um sistema RFID que permite monitorar quais profissionais de saúde realizam a correta higienização das mãos quando visitam um paciente e antes de ir ao quarto do seguinte.

A Senfio, criada com a missão de promover o avanço tecnológico utilizando a tecnologia RFID (identificação por radiofrequência) em produtos e serviços, desenvolveu o sistema com base em um crachá inteligente, um dispenser monitorado e sensores de presença.

A solução funciona assim: cada funcionário do hospital ou clínica de saúde recebe um crachá inteligente para uso diário, com um chip RFID que contém o número de identificação personalizado de cada indivíduo. Quando o enfermeiro, por exemplo, utiliza o dispenser de sabão para lavar as mãos, um leitor RFID colocado neste aparelho identifica o número do funcionário.

Em seguida, este leitor encaminha a informação para o software de monitoramento instalado no servidor do hospital ou clínica médica. Assim, os gestores do hospital podem saber quais funcionários realizaram corretamente o procedimento de lavar as mãos antes de atender cada paciente. Além disso, se o profissional se esquecer de higienizar as mãos antes de atender um novo paciente, o crachá poderá lembrá-lo disto. E, ainda, outro interrogador de RFID colocado sobre os leitos identifica qual profissional atendeu cada um dos pacientes.

O sistema está baseado em tags ativas de RFID desenvolvidas pela própria Senfio e opera com suporte de redes WiFi e também por meio de conexões Bluetooth. O software desenvolvido pela própria Senfio emite relatórios que mostram a taxa de adesão dos funcionários à política de higienização.

"Tivemos acesso a estudos que mostram que as mãos carregam 40% das bactérias de todo o corpo e, nos ambientes hospitalares, este percentual aumenta para 60%, devido à maior resistência das bactérias", diz Elyr Teixeira, diretor comercial e um dos fundadores da Senfio. O sistema acaba de sair do laboratório de desenvolvimento da empresa e está sendo lançado nesta semana em um evento para o segmento de saúde em São Paulo.