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Empresa testa tecnologia RFID que transmite através do corpo humano

A Microchip Technology diz que as tags ativas e leitores BodyCom podem controlar o acesso a carros, prédios, ferramentas elétricas, computadores e até o uso de armas de fogo

Por Claire Swedberg

11 de março de 2013 - Várias empresas estão testando um sistema de identificação por radiofrequência da Microchip Technology que usa o corpo humano como canal para transmissões entre um interrogador e uma etiqueta. A plataforma da Microchip, conhecida como BodyCom, pode ser utilizada para controlar o acesso a um edifício ou o uso de dispositivos, tais como um computador ou uma arma. As empresas, localizadas em várias partes do mundo, estão testando maneiras de integrar a tecnologia em suas próprias soluções, como veículos que não precisam de chaves.

Embora os sistemas tradicionais de RFID transmitam dados através do ar, requerendo apenas uma etiqueta ou uma unidade receptora para estar dentro do alcance de transmissão de um interrogador, a solução BodyCom requer que tanto a tag como o interrogador estejam perto do corpo de uma pessoa. Ao utilizar o corpo para transmitir um sinal, a BodyCom não precisa de tanta energia nem requer um leitor RFID convencional com antena, de acordo com Edward Dias, gerente de desenvolvimento da Microchip. Isto significaria que a vida da bateria de um dispositivo será mais longa, explica, e que a transmissão em si seria mais segura, já que não haveria sinais interceptáveis pelo ar.

O kit de desenvolvimento Microchip BodyCom, disponível por US$ 149, inclui uma unidade base e duas etiquetas RFID movidas a bateria

A unidade base do sistema (leitor) emprega uma interface de acoplamento capacitivo em vez de um leitor com antena convencional para transmitir um sinal de 125 kHz (ou "challenge") por meio do corpo humano, o qual age como um canal de comunicação segura para uma etiqueta (ou "unidade móvel"). A unidade móvel em seguida, responde por um sinal de 8 MHz, codificado com o número de identificação exclusivo da tag. A transmissão da etiqueta também se desloca ao longo do corpo e de volta para a unidade base, que responde desencadeando uma ação, tal como a de abrir a porta de um carro ou de um prédio.

Por aproximadamente 15 anos, a Microchip tem fornecido tecnologia sem fio usada em dispositivos como fechaduras para portas de garagem e fechaduras sem chave para carros, consistindo de um receptor de rádio e um transmissor. No entanto, Dias afirma que esses sistemas normalmente se comunicam através de um campo indutivo de baixa freqüência (LF), resultando em um sinal de over-the-air (pelo ar) que os ladrões de carros ou outros indivíduos podem adulterar. Existem dispositivos disponíveis no mercado, que podem, por exemplo, captar as transmissões a partir de um bloqueio do carro pelo ar e retransmitir o sinal do controle remoto de um proprietário do veículo e, assim, enganar o sistema.

Consequentemente, a fim de combater esse problema de segurança, os sistemas tradicionais de RFID podem exigir que um usuário digite uma senha ou forneça alguma ação manual para solicitar uma resposta, como desbloquear uma porta. Usando a condutividade humana essas medidas de proteção se tornam desnecessárias, o que torna a transmissão mais segura.