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Airbus amplia uso de RFID para outras famílias de aeronaves

O sucesso da implantação da tecnologia na linha de produção do modelo A350 XWB serviu de base para expandir a aplicação de identificação por radiofrequência

Por Mark Roberti

11 de janeiro de 2013 - Em julho de 2009, a Airbus tornou-se a primeira fabricante de aeronaves comerciais a anunciar planos para empregar etiquetas de identificação por radiofrequência (RFID) em peças de seus aviões A350 XWB. Aproximadamente 3.000 peças reparáveis, serializadas, substituíveis e com um tempo de vida limitado foram cobertas pela tecnologia. Agora, a empresa recebeu o atestado de sucesso da implantação das tags RFID nas peças do A350 XWB em seu processo de produção.

Com isto, a Airbus é a primeira fabricante de aeronaves a expandir o uso de etiquetas permanente em peças selecionadas de toda a sua frota. Falando no RFID Journal LIVE! Europa-Escandinávia, em Oslo, Noruega, em 25 de outubro de 2012, Carlo Nizam, chefe da cadeia de valor da Airbus, explicou que todos os assentos e coletes salva-vidas dos novos A320, A330 e A380 estão sendo produzidos com as etiquetas RFID permanentes, a partir de 2013.

O volume anual de tags RFID para esta expansão está estimado em 160.000 unidades, sendo 120 mil coletes salva-vidas e 40.000 assentos para todas as famílias de aeronaves. Significa ampliar o volume anual para 400.000 tags, incluindo as usadas na linha do A350XWB, em produção plena.

"O uso de RFID para marcar peças é outro exemplo de inovação da Airbus e permitirá a automatização de vários processos operacionais de cima e para baixo na cadeia de valor", afirmou Nizam. "É um benefício para todos os envolvidos na gestão de componentes durante seu ciclo de vida: prestador de serviços, vendedor, integrador e MRO [de manutenção, reparo e operações]".

O escopo de ganhos de eficiência que pode ser alcançado pela adoção de RFID permanente nas peças é substancial. Por exemplo, no passado, cada uma das várias centenas de coletes salva-vidas e assentos no interior da cabine de um avião teriam de ser verificados manualmente. Mas, como cada aeronave Airbus em breve virá pré-equipada com etiquetas RFID, um único indivíduo será capaz de ler as tags em poucos minutos, usando um leitor leve e portátil.

Para destacar a escala de economias envolvidas, Nizam destacou os benefícios do processo de RFID para um avião A330 FAL. "O processo manual leva 14 horas", explicou Nizam. "Agora, graças a um processo mais automatizado por RFID, leva 26 minutos. Estes benefícios também estão disponíveis para os clientes de companhias aéreas, MRO e parceiros da cadeia de suprimentos".

Nizam também atualizou o público sobre o andamento de implantação do RFID no A350 XWB. "Temos recebido componentes de aeronaves com tags RFID permanentes dos nossos fornecedores para a nossa primeira aeronave A350 XWB ", disse ele. "Continuamos a trabalhar com os nossos parceiros da cadeia de suprimentos para garantir que todos os componentes do sistema RFID (etiquetas, leitores e software) sejam interoperáveis para todos".