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Siniav enfrenta atraso nas homologações

Denatran amplia prazo para adequação da frota até 2014, mas garante que início da implantação do RFID continua marcado para o ano que vem

Por Edson Perin

21 de dezembro de 2012 - Problemas com a homologação dos fornecedores de tecnologia, tanto tags como leitores, software e outros sistemas necessários para viabilizar a operação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), empurraram o limite de sua implantação para 2014. Porém, segundo fontes do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o Siniav deve entrar em operação ainda em 2013. O objetivo é permitir uma melhor fiscalização sobre os veículos, tanto no que se refere ao recolhimento de impostos e taxas, como sobre a sua localizaçãos, respeito às regras de trânsito e muito mais.

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O Siniav determina a adoção obrigatória da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) em toda a frota brasileira de veículos. Os primeiros testes começaram em outubro, quando foram realizados avaliações e ajustes dos processos e tecnologias que darão suporte ao novo tipo de emplacamento, utilizando placas convencionais associadas às tags (etiquetas) de RFID. Em seguida, foram testados os sistemas de monitoramento de veículos emplacados com as tags semi-ativas, chamadas PIVEs (Placas de Identificação Veicular).

Com a introdução do Siniav, deverão utilizar as tags RFID todos os veículos leves, comerciais leves, caminhões, ônibus, ciclomotores, motocicletas, triciclos, quadriciclos, tratores, reboques e semi-reboques, além dos modelos importados. O prazo de início oficial do Siniav foi determinado para janeiro de 2013, pela Portaria 412 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

A primeira fase de avaliação da tecnologia envolveu a comunicação entre as tags instaladas em alguns veículos selecionados e a busca de informações dentro dos bancos de dados dos órgãos fiscalizadores. De acordo com Victor Begnini, responsável técnico do projeto do Siniav, o emplacamento de veículos foi testado no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que abrigará o backoffice central do Siniav.

O ponto de partida se concentrou na integração do sistema RFID com os outros sistemas do Denatran, como, por exemplo, o que mantém os registros do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), segundo Begnini.
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