Notas do Editor

Como poderia ser no setor de saúde

Muitos hospitais estão usando RFID para uma aplicação ou outra, mas nenhum ainda está colocando todas para funcionar em conjunto

Por Mark Roberti

11 de setembro de 2012 - Na semana passada, o RFID Journal sediou sua conferência e exposição RFID in Health Care 2012, realizada em Boston, Massachusetts. Enquanto eu ouvia os apresentadores, fiquei extremamente impressionado com o que cada orador revelou sobre o uso da identificação por frequência de rádio (RFID) e sobre como a tecnologia está entregando benefícios para hospitais dentro de áreas específicas. Mas isso me fez pensar também sobre o que ainda poderá ocorrer. Imagine se uma instalação implantar RFID em cada área de suas operações, em vez de apenas em uma ou duas.

Todd Pawlicki, professor da University of California, San Diego e diretor do Department of Radiation Medicine and Applied Sciences, descreveu como o Moores Cancer Center está empregando tags RFID EPC Gen 2 para controlar o tempo que cada paciente espera por tratamento de radiação e para verificar se o equipamento correto está sendo utilizado. A solução permitiu ao centro garantir a segurança dos pacientes e reduzir a espera.

Jay Adams, arquiteto corporativo de TI da Tallahassee Memorial HealthCare, explicou como o seu hospital está usando um sistema baseado em RFID para localização em tempo real (RTLS) e rastreamento de ativos. A tecnologia eliminou a perda de dispositivos de telemetria, reduziu o trabalho associado com monitoramento das temperaturas de geladeiras que armazenam produtos farmacêuticos e amostras de tecido, e reduziu o custo de substituição de equipamentos perdidos ou ausentes de US$ 70.000 por ano para US$ 10.000. Adams disse que o hospital estava usando 700 bombas, mas foi capaz de reduzir este número para 460, graças aos RTLS. Cada bomba custa aproximadamente US$ 6.500, uma redução de despesas de capital potencial de US$ 1,56 milhão.

Robert M. Sheridan, diretor da radiologia no Departamento de Imagem do Hospital Geral de Massachusetts, disse aos participantes que um sistema RFID para gerenciamento de inventário conseguiu cobrar um adicional de US$ 2,1 milhões ao longo de um ano, o que não teria sido possível sem o sistema de RFID, resultando assim em um reembolso de US$ 1 milhão das companhias de seguros. O sistema gerou um retorno de 400% sobre o investimento.

Diane Hubisz, o diretor de operações do CardioVascular Center do Tufts Medical Center, disse que os 415 leitos do hospital-escola de Boston já economizaram US$ 1,5 milhão ao longo de dois anos em “stents” (peças utilizadas em cirurgias cardíacas), balões de angioplastia e outros dispositivos implantáveis, com base em informações fornecidas por um sistema de gerenciamento de inventário por RFID em seu laboratório de cateterismo.