Notas do Editor

Como RFID está transformando as operações de um hospital

Com a tecnologia de localização em tempo real, houve melhora no atendimento e redução de custos na instituição

Por Mark Roberti

21 de agosto de 2012 - "Nosso motivador foram as dificuldades da equipe de profissionais na hora de encontrar o equipamento certo, na hora certa".

Isto foi o que Michael McDonald, chefe de engenharia biomédica do VISN 11, pertencente à Veterans Administration, disse à repórter Claire Swedberg sobre por que o Departamento de Assuntos de Veteranos (VA) dos EUA lançou a maior implantação da tecnologia RFID já vista até hoje no setor de saúde, no início deste mês.

O sistema de saúde do VA é dividido geograficamente em 21 regiões, conhecidas como Redes Integradas de Serviços (Veteranos VISNs). Indiana, Illinois e Michigan compreendem a VISN 11, uma das primeiras regiões a implantar o sistema de localização em tempo real (RTLS), tecnologia disponível em todas as suas instalações.

Uma vez concluída, a implantação incluirá 25.000 tags ativas RTLS, 94.000 etiquetas RFID passivas e 2.000 sensores sem fio de temperatura e umidade, que irão abranger um total de 4,5 milhões de metros quadrados. O sistema também inclui os códigos de barras gravados em 255.000 instrumentos cirúrgicos, bem como etiquetas de RFID passivas para o laboratório de cateterização cardíaca que tem consumidos 63.000 cateters anualmente pelos sete hospitais dentro da região.

A VISN 11 passou pelo menos cinco anos avaliando as soluções adequadas de RTLS que acomodariam os sete centros médicos. Não teve pressa para este esforço e não o fez simplesmente por ter de usar a nova tecnologia. A instituição identificou quatro casos de uso principais: monitoramento e gestão de ativos, monitoramento de níveis de temperatura e umidade, rastreamento de itens para o laboratório de cateterismo cardíaco, e monitoramento de fluxo de trabalho de serviços de processamento estéril relacionados com instrumentos cirúrgicos.

Daí escolheu os tipos de RFID que poderiam entregar redução de custos e de trabalho e melhorar o atendimento, além de realizar a integração dos dados por meio do software RTLS da Intelligent Insites em toda a empresa, para fornecer uma única interface de usuário para as aplicações, por meio do gerenciamento de dados retirados de todos os sistemas individuais.

Em âmbito nacional, o VA planeja investir US$ 550 milhões. Isto é um monte de dinheiro, mas que espera obter um retorno significativo sobre o investimento (ROI).

Executivos hospitalares têm a oportunidade de aprender com o VA e a VISN 11. McDonald vai falar no RFID in Health Care, evento que o RFID Journal está promovendo em 6 de setembro, 2012, no Boston Park Plaza Hotel & Towers, localizado a apenas três quilômetros do Aeroporto Internacional Logan. McDonald irá explicar como o VA avaliou sistemas passivos e ativos e por que espera atingir ROI.

Esta implantação, se bem-sucedida, poderia muito bem ser um divisor de águas para os hospitais. Tenho falado com funcionários do VA e, com base no nível de avaliação dos testes realizados, bem como a abordagem de negócios que estão tomando, acredito que será um sucesso. E eu também acredito que outros hospitais irão se beneficiar de aprender com a abordagem do VA e com esta experiência.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Journal.
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