Notas do Editor

RFID está se tornando visual

Displays eletrônicos de produtos movidos a identificação por radiofrequência estão dando uma nova dimensão à tecnologia

Por Mark Roberti

25 de junho de 2012 - Anos atrás, eu escrevi nesta coluna que a identificação e rastreamento de coisas com tecnologia de identificação por radiofrequência estavam só o começo. Eu previ que as pessoas criariam aplicações que ninguém estava pensando naquele momento. E uma das melhores partes do meu trabalho é ver isso acontecer.

Um bom exemplo é ver tags visuais de RFID virarem realidade. Várias empresas têm trabalhado por pelo menos 10 anos para desenvolver etiquetas que podem exibir dados dinamicamente. Na semana passada, escrevi sobre o E.Leclerc, um supermercado da França que está empregando um sistema de etiquetagem eletrônica (Electronic Shelf Labeling ou ESL) com RFID, para modificar informações de preços nos rótulos dos produtos. Cerca de 30.000 rótulos fornecidos pela Altierre, uma empresa de tecnologia da Califórnia, estão sendo usados para fazer as alterações automaticamente, eliminando assim o processo demorado pelo qual os membros da equipe têm de imprimir e trocar manualmente as etiquetas impressas nas prateleiras das lojas.
Etiquetas eletrônicas de prateleira já existem há algum tempo, porém, são aquelas que usam diodos emissores de luz (LEDs) e que precisam de fiação para funcionar, o que as torna caras para poder receber e transmitir informações. A solução da Altierre utiliza a tecnologia de RFID ativa para enviar dados para as telas e os preços podem ser atualizados dinamicamente, sem precisar de um monte de fios caros.

A Omni-ID desenvolveu o sistema de marcação ProView Visual, que ganhou o RFID Journal Awards, como Melhor da Exposição, no RFID Journal LIVE! 2012. A tag da Omni-ID possui uma tela LCD biestável, com um chip RFID ativo de UHF (869 MHz a 928 MHz) e um inlay passivo EPC Gen 2. Quando uma carga é enviada para áreas específicas da tela, os cristais mudam de posição, mostrando um lado mais sombrio, o que pode representar números, letras ou outras imagens. As tags não necessitam de alimentação constante para exibir a imagem, então a vida da bateria se torna muito maior do que as utilizadas nos indicadores de LED.

As tags da Omni-ID são projetadas para cadeias de suprimentos e fabricação industrial, para exibir mensagens aos empregados. Eu sei, você achou que o RFID tivesse sido projetado somente para automatizar processos e levar as pessoas para fora do loop. E isso é verdade para muitas aplicações. Mas pode haver momentos em que você deseja enviar aos trabalhadores um aviso para deixá-los saber, por exemplo, que um carrinho precisa ir a uma porta de doca específica e, posteriormente, fornecer uma atualização instruindo-os a levar o carrinho a uma porta diferente. (Você pode saber mais sobre a solução Omni-ID, participando de um webinar gratuito, em inglês, Visual Tagging: The Next Generation of Auto-ID, dia 28 de junho, a partir das 12:00 às 13h00, pelo horário de Brasília).

Estas inovações abrem muitas novas oportunidades, uma delas é a precificação dinâmica. Portanto, se, por exemplo, o leite est perto do fim de seu prazo de validade, os sistemas podem dinamicamente reduzir os preços para vender os produtos rapidamente. Quando o preço da tecnologia RFID visual cair mais, imagine uma embalagem dinâmica na qual uma mensagem pisca quando um consumidor pega o item. Talvez os esquiadores possam atualizar seu bilhete por seu telefone móvel e, em seguida, um crachá em seu casaco atualizar automaticamente sua categoria de vantagens. Ou um evento que emite crachás RFID de identificação para os participantes ter apresentar quadros de mensagens personalizadas para fazer abordagens individualizadas.

Eu continuo acreditando no que acreditava há muitos anos. Ou seja, que nós ainda estamos apenas percebendo superficialmente o valor que a tecnologia RFID pode oferecer.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Journal.
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