Notas do Editor

Boas perspectivas para a RFID em 2019

Durante evento da GS1 Brasil, empresários locais de implantadoras de identificação por radiofrequência se mostraram positivos em relação ao novo governo

Por Edson Perin

12 de novembro de 2018 - Muita discussão e até desentendimentos marcaram as eleições de 2018, o que provocou um verdadeiro racha entre opiniões. Agora, depois de os ânimos se arrefecerem, alguns empresários já começam a falar sobre suas expectativas para 2019. Depois dos anúncios de membros da equipe do novo presidente da República, Jair Bolsonaro, um clima positivo e de ânimo voltou a rondar o mercado de identificação por radiofrequência (RFID), como eu particularmente não via desde 2010.

Até 2013, o mercado ainda via com muita oportunidade positiva o andamento da economia brasileira, porque, provavelmente, poucos sabiam o que estava sendo gerado de erros na gestão da área econômica do governo federal. Um enorme rombo nas finanças estava sendo lentamente revelado e a inabilidade para solucionar o problema agravou os efeitos negativos que as contas públicas deficitárias sempre provocam.

Não estou aqui para apontar o que foi feito de errado na política econômica do governo do PT, até porque não sou especialista no assunto – sou apenas um observador. Além disso, não é o papel deste RFID Journal Brasil trabalhar a fundo neste contexto. O que posso garantir, depois de conversar com vários empresários no evento anual de premiação da GS1 Brasil, na semana passada, é que há novos contratos sendo fechados já neste final de ano.

O primeiro ponto positivo integra o cenário internacional da tecnologia. Ou seja, a RFID passou a ser reconhecida por mais empresas como um conjunto de soluções que permite aumentar eficiências, reduzir custos e incrementar receitas e a lucratividade das empresas, por meio de investimentos que não chegam a ser excessivamente altos em relação à brevidade e dimensão do ROI (retorno sobre o investimento).

Outro fator tem sido a percepção crescente de que não há Internet das Coisas (ou IoT, do inglês Internet of Things) sem que se utilizem os recursos da RFID, em seus vários sabores. Refiro-me, quando falo em sabores, à RFID passiva UHF e às outras tecnologias, como LF, HF, Bluetooth Low Energy (BLE), Near Field Communication (NFC) etc. Durante algum tempo, se confundiu análise de dados com IoT – porém, IoT depende da leitura de dados do mundo real sem interação humana, ou seja, automaticamente. E a parte de análise está algumas camadas acima da IoT.

Trocando em miúdos, 2019 vem aí com mais expectativas positivas do que com preocupações, que – aliás – estavam nos rondando a cada encerramento de calendário desde o final de 2013. Agora, devemos correr atrás do tempo perdido. E como tempo é dinheiro... já estou torcendo para os bons negócios nos animarem pelos próximos anos.

Avante!

Edson Perin é editor do RFID Journal Brasil e fundador da Netpress Editora.

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