Notas do Editor

Mercado de RFID e IoT cresce no país

Empresas fornecedoras de soluções estão implantando sistemas em clientes interessados em dar um salto nos negócios agora e nos próximos meses

Por Edson Perin

9 de novembro de 2017 - A visão de que a economia brasileira já não está mais sofrendo os efeitos da má gestão do dinheiro público está se ampliando nos discursos de diversos empresários. No evento de premiação Brasil em Código, realizado nesta semana pela GS1 Brasil, em São Paulo (SP), eu ouvi de vários empresários as análises mais positivas dos últimos três ou quatro anos.

Um dos vencedores do prêmio, inclusive com um projeto de uso de identificação por radiofrequência (RFID) nos negócios de sua empresa, disse que suas vendas cresceram dois dígitos neste ano – e também no ano passado – apesar da crise. O mais interessante é que uma parte desse bom desempenho, segundo ele, se deve ao apoio da recém-implantada tecnologia de RFID, em operação desde 2016, o que está entusiasmando o empresário a continuar seu road map de adoção.

Com o crescente número de clientes interessados em RFID como base de seus projetos de Internet das Coisas (IoT) e o aumento da oferta de soluções de classe mundial pelos fornecedores brasileiros, a expansão da tecnologia pode estar sendo maior do que o que se tem visto em muitos países, inclusive na economia norte-americana.

Claro que em volume financeiro de negócios, não chegamos aos pés dos Estados Unidos, mas certamente estamos bastante avançados nas implantações. Um dos motivos é que o brasileiro realmente se comporta como early adopter (ou usuário pioneiro) quando se trata de tecnologia da informação (TI).

Há uma compreensão bastante clara pelos empresários e executivos locais de que a TI significa diferenciação para os negócios, ganho de capacidade competitiva, mais eficiência, redução de custos e, de longe, maior expectativa de sobrevivência às constantes intempéries e crises econômicas do Brasil. Se no país não temos desastres naturais comparáveis aos de outros países, temos como lado negativo uma série de fatores relacionados aos aspectos de Estado, governo e gestão pública, como temos visto nas investigações em curso.

Aliás, abrindo parênteses, recomendo aos interessados em cinema e história assistir ao filme "Polícia Federal: A Lei É para Todos", uma das melhores produções nacionais que já vi e com informações bem alinhadas com a realidade dos fatos. Fecha parênteses.

O Natal deste ano já deve ser melhor do que os dos anos anteriores, de acordo com todos os empresários com quem tenho falado nas últimas semanas. Até os varejistas que estavam mais cautelosos e até temerosos com o cenário nacional eram visões mais positivas em nossas conversas. Tem gente que ousa achar que conseguirá compensar uma parte das perdas neste ano.

Pode ser que 2017 ainda não tenha sido um grande ano para os negócios na maior parte dos setores, mas uma coisa é certa: 2018 promete melhorias e uma escalada positiva deve se estender até pelo menos 2020, quando os empresários acreditam que será a hora de dar uma virada no modelo econômico do país, para que se possa garantir uma real expansão visando ao futuro.

Não sou de acreditar em milagres e feitos mágicos, mas sim na opinião de gente com os pés no chão. Normalmente, quem trabalha com vendas ou na gestão das empresas funciona muito bem como sensor de localização, dos movimentos e até da temperatura do mercado. Assim como os chips de RFID ou da Internet das Coisas, a "Rede de Pessoas" tem sempre informações poderosas para ajudar a gente a ver a realidade e tomar decisões.

Edson Perin é editor do RFID Journal Brasil e fundador da Netpress Editora.

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