Notas do Editor

Onde está o dinheiro em RFID

Investir em identificação por radiofrequência não significa apenas reduzir custos e melhorar eficiência, mas aumentar a receita

Por Mark Roberti

18 de outubro de 2017 - Embora a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) seja quase mágica em sua capacidade de identificar, contar e rastrear itens - você simplesmente acena um leitor e a informação aparece - não é uma tecnologia “sexy”. Com isso, quero dizer que os jornalistas de negócios não consideram um tópico a se dar atenção. Estive pensando por que isso ocorre e a única razão que considero plausível é que os jornalistas e os empresários vêm a RFID apenas como uma ferramenta de corte de custos.

A maioria dos CEOs gostaria de reduzir custos. Mas não é a sua paixão. Ninguém entrou no varejo para reduzir custos. Eles entraram no varejo porque gostam de vender. Da mesma forma, ninguém entrou no negócio de automóveis para reduzir custos da cadeia de suprimentos. Todos entraram no negócio de carros porque adoram fazer carros excelentes. Se você visualizar a RFID como apenas uma ferramenta para rastrear e gerenciar seu inventário, o trabalho em processo ou os recipientes reutilizáveis, é improvável que seja uma alta prioridade.

As tecnologias da Internet das Coisas (ou IoT, do inglês, Internet of Things), por outro lado, são vistas com mais interesse. Por quê? Porque se você conectar sua cafeteira à internet e permitir que as pessoas agendem quando a máquina começará a preparar a bebida, isso é legal e pode levar a mais vendas de fabricantes de café. Ou poderia levar a maiores margens. O termostato Nest está à venda por US$ 249. Um termostato programável da Honeywell que não se conecta à Internet custa cerca de US$ 100.

Eu diria, no entanto, que a RFID não só pode reduzir os custos e aumentar a eficiência, mas também levar a maiores vendas. Os revendedores que implantaram etiquetas RFID passivas UHF em itens de roupas descobriram que as vendas aumentaram entre 5% e 15%. Isso porque se tornaram capazes de garantir que os produtos estarão no no lugar certo quando um cliente quiser comprá-los. No futuro, os aplicativos voltados a clientes ajudarão a adicionar um fator "legal" às lojas e trarão os clientes de volta.

Os fabricantes, é claro, se beneficiam quando os revendedores vendem mais. Mas os fabricantes também se beneficiam do uso da RFID. A Killdeer Mountain Manufacturing utilizou RFID para rastrear o trabalho em processo, mas também compartilhou os dados com o seu cliente, a Boeing, permitindo assim ao fornecedor garantir o relacionamento com um bom cliente. Os OEMs tendem a dar mais contratos a fornecedores que oferecem esse tipo de visibilidade.

Cobrimos exemplos de fabricantes de dispositivos médicos vendendo mais porque usam RFID para reabastecer itens de maneira mais rápida. Nós até consideramos que os operadores de máquinas de venda automática usam RFID para alertá-los para reabastecer máquinas, para que possam vender de forma mais eficiente.

Além disso, vimos empresas adicionar RFID a seus produtos para vender mais. A Berntsen International pôs RFID em seu sistema para rastrear ativos. A Kuehne+Nagel, empresa de logística, está empregando a tecnologia para fornecer monitoramento de temperatura em tempo real para produtos farmacêuticos e de saúde, quando em trânsito durante o transporte intercontinental. Existem muitos outros exemplos. O argumento é que a RFID não se limita apenas a reduzir os custos; também pode ajudar a ampliar a receita. E, para o negócio, isso é sexy.

Mark Roberti é o fundador e editor de RFID Journal

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