Notas do Editor

RFID é essencial na manufatura?

Um dia, todos os grandes fabricantes usarão a tecnologia para reduzir custos e agilizar suas operações de produção

Por Mark Roberti

12 de setembro de 2017 - Depois que eu escrevi na semana passada que a tecnologia de identificação por radiofrequência será uma obrigação para todos os varejistas no futuro, vários leitores me enviaram e-mails perguntando se eu achava que também seria uma obrigação na fabricação e logística. Eu acredito que todos os grandes fabricantes e empresas de logística usarão RFID um dia, mas é difícil dizer que não vão sobreviver sem ela. Deixe-me explicar o porquê.

Para os varejistas, a precisão do inventário é a chave para sobreviver em um mundo em que um produto similar é apenas um clique de distância. Os fabricantes enfrentam concorrência global como nunca antes. Estão sob muita pressão para reduzir custos, agilizar operações e entregar o produto correto no momento certo.

Se você fabrica itens de consumo - tapetes, placas de cerâmica, móveis, roupas ou qualquer outro produto - um revendedor poderia mudar para um concorrente que esteja usando RFID para tornar os produtos mais baratos e entregá-los no prazo. Mas há a questão da fidelidade à marca. Se a Apple não usa RFID e se sua cadeia de suprimentos não fosse tão eficiente como a da Samsung, por exemplo, os usuários leais do iPhone mudariam para o Galaxy S porque seria mais barato? Talvez não.

Os fabricantes que vendem para outros fabricantes podem estar protegidos, pelo menos por um tempo, por relacionamentos históricos. Se você fabrica uma parte para um carro ou avião com o qual você tinha uma patente e ninguém mais poderia fazer, então a Honda ou a Boeing não podiam descarta-lo porque suas remessas eram apenas 92% precisas ou suas operações não eram tão eficientes como poderiam ser.

Dito isto, a RFID oferece claramente uma maneira melhor de gerenciar matérias-primas, peças, subconjuntos, ferramentas e trabalho em processo (WIP). Escalar uma operação de fabricação para produzir milhões de coisas é difícil. Gerenciar um inventário de milhões de peças por ano e certificar-se de que as peças chegam à linha de produção no tempo certo é um desafio.

Os fabricantes percorreram um longo caminho. Com Six Sigma, Kanban e outros esforços, os defeitos foram reduzidos, a qualidade melhorada e as entregas mais precisas. Mas RFID, porque permite que você distinga entre diferentes unidades da mesma parte, não requer linha de visão, nem requer envolvimento humano, de modo que a tecnologia oferece uma maneira melhor de gerenciar inventários.

A RFID também permite que você colete dados automaticamente para analisar e gerenciar melhor os movimentos de peças, subconjuntos, ferramentas, WIP e assim por diante. Uma década atrás, a Killdeer Mountain Manufacturing foi pioneira no uso da RFID para combinar sua produção com o consumo de seu cliente, a Boeing. Usou a RFID para oferecer visibilidade à Boeing sobre o status das peças que estava fazendo para as aeronaves militares da companhia. Este é o futuro da manufatura - e, para alguns, o presente.

Cada fabricante precisa tomar decisões difíceis sobre o que investir e quando. Mas, claramente, à medida que um número crescente de empresas mostra o valor do uso da RFID na fabricação, será mais evidente aos que devem usar a tecnologia para melhorar a produção, cortar os custos e se amarrar mais estreitamente aos seus clientes.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Journal

  • « Anterior
  • 1
  • Próximo »