Notas do Editor

RFID começa a entrar no mainstream

Com histórias de sucesso que estão começando a atingir a mídia empresarial em geral, a tecnologia passou a ser vista como ferramenta rastrear ativos

Por Mark Roberti

24 de maio de 2017 - Uma das partes favoritas do meu trabalho é falar com empresas que procuram usar tecnologias de identificação por radiofrequência (RFID) para melhorar a maneira como fazem negócios. Durante a preparação do RFID Journal LIVE! 2017, conversei pessoalmente com muitos participantes que procuram aconselhamento sobre quais sessões devem participar e quais expositores devem visitar. Essas conversas telefônicas me dão informações únicas sobre onde o mercado está.

Após a Grande Recessão, muitos projetos RFID foram colocados em espera, porque as empresas esperavam redução dos custos. Mas ainda havia empresas com sérios problemas de negócios que precisavam ser tratados. Estas participaram do LIVE! porque estavam perdendo ativos críticos (unidades de fita com dados de clientes, por exemplo), ou problemas de manutenção com os clientes, ou perdendo pedidos porque não podiam enviar aos seus clientes os itens certos.

Ainda temos empresas que vão ao LIVE por essas razões, mas, há dois ou três anos, as coisas começaram a mudar. Os varejistas, em particular, estavam indo não porque estavam desesperados para resolver problemas que nenhuma outra tecnologia poderia resolver, mas porque acreditavam que a RFID oferecia benefícios. Essas empresas não estavam buscando uma nova tecnologia exótica para tentar explorar algum benefício comercial – eram os varejistas tradicionais que passavam a usar uma nova tecnologia que permite fazer coisas novas que não podiam fazer antes.

No ano passado, senti que a atitude em relação a RFID estava começando a mudar em outros setores também. Fabricantes e empresas de logística estavam fazendo menos perguntas sobre o custo da tecnologia e mais sobre os benefícios que poderiam ser alcançados. Neste ano, em cada chamada que recebi, a companhia acreditou que a tecnologia entregaria benefícios reais para o negócio. A percepção da tecnologia RFID finalmente alcançou o status de que funciona bem.

Geoffrey Moore afirma, em seu livro Crossing the Chasm, que uma tecnologia cruza a lacuna entre visionários e empresas mainstream quando as empresas mainstream aceitam a tecnologia como uma mercadoria comprovada. A RFID está lá, não apenas no varejo, mas na fabricação, cadeia de suprimentos, aeroespacial, automotivo, gestão de resíduos e outros setores.

Então, isso significa que a tecnologia vai conseguir a adoção em massa dentro de um ano ou dois? Não exatamente. Depois que uma tecnologia cruza o abismo, esta precisa atingir massa crítica – para chegar a um ponto de inflexão, após o qual todas as empresas simplesmente adotam porque sentem que precisam. Acredito que o vestuário de varejo será o primeiro setor a atingir o ponto de inflexão e que outros setores seguirão. Mas é óbvio que nunca uma tecnologia está sendo usada por praticamente todas as empresas em todas as indústrias em todo o mundo.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Journal.

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