Notas do Editor

RFID entra em campo no Futebol Americano

A Liga Nacional de Futebol (NFL) dos EUA usa transponders nas bolas para ajudar na tomada de decisões táticas nos jogos

Por Mark Roberti

3 de novembro de 2016 - No domingo de manhã, eu estava assistindo ao jogo do Washington Redskins e Cincinnati Bengals no Estádio de Wembley, em Londres. O jogo foi para a prorrogação e eu tinha que sair, então, ouvi o final do jogo no meu carro. Os dois locutores discutiam sobre a perdeu de um ponto extra pelos bengaleses, motivo pelo qual o jogo ficou paralisado. Eles estavam falando sobre como o ponto extra de 10 jardas tinha impactado o jogo e que a organização do campeonato estava considerando outras alterações, inclusive estreitar as distâncias entre as balizas.

O que eles disseram em seguida realmente chamou a minha atenção. Mas antes de entrar no assunto, deixe-me explicar brevemente a questão para quem não é fã de futebol americano. Depois de uma equipe marcar um touchdown (vale seis pontos), o time tem uma oportunidade de relançar um ponto extra ou tentar marcar novamente a partir da próxima meta linha, o que vale dois pontos adicionais. O pontapé terá de cobrir uma distância de 20 jardas (18 metros) – eram 33 jardas (30 metros) no ano passado.

O gol através do qual a bola deve passar está a uns 6 metros de distância. Os comentaristas relataram que a Comissão Organizadora estava considerando reduzir esta distância. Um disse que eles poderiam testar durante a próxima pré-temporada, enquanto o outro alegou não ter que fazer isso. Eles têm "chips" na bola, que fornecem dados suficientes para ver qual percentagem de pontapés são perdidos de cada lugar e assim por diante.

A Liga Nacional de Futebol (NFL), dos Estados Unidos (EUA), colocou transponders ultra wideband (UWB) nas ombreiras dos jogadores para fornecer informações precisas em tempo real. Neste ano, a liga colocou tags nas bolas de futebol. A tecnologia UWB oferece o rastreamento mais preciso, de forma que, se a NFL localizar a posição das bolas, poderão determinar quantas teriam atingido a meta a cada distância.

O que eu amo sobre isso é a capacidade de fazer o tipo de big-data que frequentemente se fala, mas raramente se realiza no mundo real. A comissão poderá decidir sobre qual a melhor coisa para o jogo, se 10% ou 15% dos pontos adicionais são perdidos e, então, determinar a largura adequada que permitisse alcançar esse resultado. Eles também poderiam estudar o que a mudança significaria para metas de campo ao longo de todo o ano.

A tecnologia RFID tem o potencial de fornecer o mesmo tipo de capacidades de modelização para empresas. Atualmente, os varejistas que testam a tecnologia estão se esforçando para colher dados de boa qualidade. Se um determinado par de calças foi comprado fora do rack na frente da loja ou na prateleira da parte de trás. Só não sabem porque o código de barras em ambos é o mesmo. Com a tecnologia RFID, cada número de série é exclusivo e pode ser mapeado para um local específico, então é muito mais fácil determinar de onde um item foi retirado.

Os fabricantes também estão realizando modelagem. Para usar um exemplo simples, a Airbus colocou tags UWB em trabalhadores para rastrear seus movimentos através de uma das suas instalações de montagem. Carlo Nizaml, da Airbus, falando no RFID Journal LIVE! 2015, mostrou um slide com as rotas que os trabalhadores fazem durante o dia e revelou que os funcionários fazem uma longa caminhada até as ferramentas. Assim, as ferramentas foram movidas para uma localização ideal dentro da fábrica, a fim de reduzir o tempo que os trabalhadores passam caminhando.

Estas não são melhorias diretas para a NFL, varejistas ou a Airbus, mas mostram o tipo de informações que podem ser colhidas facilmente com RFID e como isto pode ser utilizado para otimizar as operações. Não tenho dúvida de que enquanto a tecnologia prolifera, as empresas encontrarão maneiras novas e inovadoras de usar as enormes quantidades de dados recolhidos e assim se tornarem mais eficientes, rentáveis e bem-sucedidas.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Oficial

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