Notas do Editor

Uma conversa com o VP sênior da Macy’s

Bill Connell compartilha insights sobre o valor do RFID para controle de abastecimento, realização de omnichannel e outras aplicações de varejo

Por Mark Roberti

13 de outubro de 2016 - Na semana passada, o RFID Journal realizou o evento RFID in Retail and Apparel (RFID em Varejo e Vestuário), em New York. Numa sessão, dispensamos o PowerPoint e eu entrevistei Bill Connell, VP sênior de logística e operações da Macy's. Fiquei muito impressionado com a forma inteligente e orientada aos negócios que a Macy’s adotou a tecnologia RFID passiva UHF. Por isso, foi uma oportunidade aos participantes para obter insights sobre o pensamento da empresa. A sessão foi tão bem recebida que eu decidi usar a minha coluna semanal para compartilhar alguns dos comentários de Connell.

Perguntei a Connell sobre a implantação. Ele explicou que o piloto foi iniciado na Bloomingdale's e que a pesquisa realizada pela University of Arkansas em seu RFID Research Center (laboratório que agora fica na Auburn University) convenceu a liderança sênior da Macy’s sobre como a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) poderia melhorar a precisão do inventário e o reabastecimento, o que poderia proporcionar um aumento nas vendas. Em 2010, a Macy’s estava usando leitores portáteis RFID para executar contagens periódicas para determinadas categorias de produtos que estavam sendo etiquetadas com RFID.

"Nessa altura", diz Connell, "o conceito multicanal começou a se transformar em omnichannel e começamos a perceber que o valor de precisão do inventário tinha um valor maior, se você estivesse em um ambiente omnichannel e quisesse aproveitar todo o seu inventário. Naquele momento, estávamos empenhados em usar RFID em todas as categorias de reabastecimento e começamos a abrir para categorias de moda".

Os itens de moda não eram parte do pensamento original da RFID da Macy’s em suas lojas, uma vez que esses itens não são repostos automaticamente, já que ter um alto nível de precisão do inventário não era visto como muito valor naquele momento. Mas quando o varejo passou a adotar estratégias omnichannel, ficou claro para o alto comando que havia uma vantagem distinta no uso de RFID em artigos de moda, melhorando as margens de lucro, expondo inventário para aqueles que o procurassem, permitindo assim vender mais itens e primeiro.

Em mais detalhes: vamos dizer que você tem um vestido de senhora para se vender a US$ 100. Há um de cada cor e tamanho e, quando são vendidos, não há reabastecimento. Sem RFID, os itens não podem ser vendidos online porque o varejista não tem suficiente confiança na precisão do inventário. Então, se o vestido não vende na loja, ele tem seu preço reduzido e talvez seja vendido por US$ 50. Se a peça custa para a Macy’s US$ 40, a empresa fez apenas US$ 10 nessa venda. Se fosse capaz de vender o vestido online, usando RFID e, portanto, tendo confiança no estoque, o mesmo pode ser vendido a US$ 100 e fazer U$$ 60 de lucro.