Notas do Editor

Armas inteligentes seriam a resposta?

Na esteira do tiroteio em massa em uma boate na Flórida, Estados Unidos, talvez seja hora de dar uma olhada séria nas armas com RFID

Por Mark Roberti

21 de junho de 2016 - O mundo está horrorizado com a morte horrível de 49 frequentadores inocentes de um night-club em Orlando, na Flórida, Estados Unidos, no início da manhã de 13 de junho de 2016. Nos dias que se seguiram, eu ouvi um monte de gente falar sobre o que nós podemos fazer para impedir tais atos hediondos no futuro. Uma possível solução não muito discutida foram as armas inteligentes.

As empresas têm se ocupado fazendo todos os tipos de produtos mais inteligentes, incluindo cafeteiras, refrigeradores, termostatos e campainhas. Algumas empresas também têm trabalhado para fazer armas mais inteligentes. A empresa irlandesa TriggerSmart desenvolveu uma pistola RFID. A ideia é simples. Há um leitor passivo de alta frequência (HF) no punho de pistola, e a arma não dispara a menos que o proprietário esteja usando um anel ou pulseira com um chip passivo.

A ideia é evitar que as crianças encontrem uma arma e, acidentalmente, acabem se ferindo ou os companheiros. Também poderia ser usada para impedir que as armas de policiais fossem usadas contra eles, ou roubadas e utilizadas em um crime. Mas a TriggerSmart acredita que o mesmo conceito básico pode ser utilizado em larga escala para evitar massacres tais como o da Flórida.

Em vez de um leitor de HF passivo na arma ou em adição a este, um emissor-receptor Wi-Fi pode ser montado em cada pistola automática e espingarda. Se um louco estiver com reféns ou começar a filmar as pessoas indiscriminadamente, a polícia poderia enviar um sinal através da rede Wi-Fi para desativar a arma do agressor. A arma da polícia teria um comando diferente para ser utilizada apenas em casos em que uma arma de aplicação da lei estiver sendo usada contra um crime.

Isso pode parecer improvável, mas não é. Desenvolvendo uma versão do Childproof RFID Smart Gun (arma inteligente a prova de crianças) que possa ser desativada por Wi-Fi apenas requer tempo e dinheiro (que a empresa está atualmente à procura). Apoiadores do direito a armas nos Estados Unidos provavelmente seriam contrários às armas inteligentes, porque se opõem a qualquer intervenção do governo neste aspecto. Há também a questão de quão eficaz elas seriam. Os militares dos EUA não estão buscando uma solução deste tipo smart-gun, porque temem que um inimigo possa invadir o sistema e tornar suas armas inúteis.

Seria, evidentemente, caro para equipar todas as armas da polícia e é improvável que a maioria dos proprietários de armas iria oferecer-se para ter armas adaptadas. Ainda assim, impedir que um indivíduo terrorista ou mentalmente perturbado possa comprar uma nova arma e usá-la contra pessoas inocentes é a meta de todos. Talvez haja uma organização de pesquisa ou um governo disposto a investir nesta tecnologia e desenvolvê-la ainda mais. Talvez, um dia, possa ajudar a reduzir o número de pessoas mortas acidentalmente ou de propósito, em todo o mundo.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Journal.

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