Notas do Editor

Apostar a carreira em RFID

Como a identificação por radiofrequência está amadurecendo e ganhando força, ser um defensor da tecnologia tornou-se menos arriscado

Por Mark Roberti

23 de junho de 2015 - Em 2002, logo depois que lancei o RFID Journal, um cavalheiro (eu esqueci a empresa para a qual ele trabalhou) escreveu para mim e perguntou: "Você apostaria sua carreira na identificação por radiofrequência (RFID)?" Eu respondi dizendo que eu já tinha feito isso.

Quando fundei esta empresa, estava em um movimento de definição na minha carreira. Poucas pessoas vão lembrar que eu era o cara que tinha dito que RFID seria maior do que a internet. Se a tecnologia tivesse fracassado, como muitos previram que aconteceria, e a RFID Journal tivesse saído do negócio, eu tenho certeza que poderia ter conseguido emprego de jornalista em algum lugar. Mas, para mim, era RFID ou nada. Se a tecnologia não decolasse, eu não voltaria para o jornalismo. Eu estava cansado de como a maioria das empresas de mídia eram (e ainda são) gerenciadas favorecendo os anunciantes pelo dinheiro e apelando desesperadamente pelos leitores. Se o RFID Journal tivesse saído do negócio, eu provavelmente estaria dirigindo um táxi em Nova York ou transportando móveis na empresa de mudanças do meu primo.

Estava pensando sobre este e-mail e minha decisão recentemente por causa da promoção de Carlo Nizam ao posto de chefe dos esforços de digitalização da Airbus (veja em Carlo Nizam liderará TIC da Airbus). Nizam apostou sua carreira na RFID. Na verdade, ele recusou uma posição muito atraente dentro da Airbus há alguns anos para continuar na área de Visibilidade da Cadeia de Valor e Programa de RFID, porque acreditava nisso.

Esta decisão valeu a pena para Nizam, sendo ele amplamente reconhecido como um líder do pensamento na indústria de RFID. Ele foi promovido várias vezes dentro da Airbus e agora vai ajudar a liderar a transformação digital da empresa.

No passado, era se arriscou para promover RFID dentro da sua empresa. Se o projeto não fosse bem – talvez devido ao integrador não ter feito um bom trabalho ou porque a tecnologia tivesse sido aplicada de forma inadequada – então ele estaria sob o risco de ser despedido.

Hoje em dia, a tecnologia está mais madura e os casos de sucesso nos negócios com a identificação por radiofrequência são mais claros em muitos setores. Há ainda o risco de se escolher um integrador de sistemas inexperiente ou sofre com a má gestão de um projeto, mas a taxa de insucesso de projetos de RFID caiu dramaticamente. Assim, apostar sua carreira em RFID não é mais tão arriscado, por isso não tenha medo de defender a tecnologia dentro da sua empresa. Quem sabe em poucos anos, você poderá ser o chefe dos esforços de transformação digital da sua empresa.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Journal.

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