Notas do Editor

RFID vai para o tanque dos tubarões

Muitas empresas de RFID cometem erros que custam dinheiro e não sobreviveriam ao tanque de tubarões

Por Mark Roberti

19 de fevereiro de 2015 - Eu me tornei um grande fã de Shark Tank (tanque de tubarões), um programa de televisão da ABC que apresenta norte-americanos comuns que se oferecem para vender uma participação em suas empresas startups para cinco capitalistas de risco. Kevin O'Leary, conhecido como Mr. Wonderful, e os outros VCs – venture capitalists, capitalistas de risco ou "tubarões" – podem ser cruéis em sua avaliação de uma ideia de negócio e da pessoa que a está lançando. Eles também investem seu próprio dinheiro em boas ideias. O espetáculo é atraente, porque aqueles que vão para o tanque de tubarões estão colocando lá dentro as empresas em que trabalham tão apaixonadamente.

Praticamente todas as empresas existentes no Shark Tank são de consumo que todos os espectadores podem se relacionar, mas, enquanto eu assisto, muitas vezes eu penso sobre o que aconteceria se uma startup RFID passasse pelo Shark Tank. Na minha experiência, as empresas de RFID muitas vezes cometem os mesmos erros que os novatos no Shark Tank: tentam vender o que querem produzir, não o que as pessoas querem comprar.

Aqui está como seria se uma startup RFID fosse para o tanque de tubarões:

Iniciante: "Olá, Sharks! Meu nome é Bill Gilbert e eu estou pedindo US$ 1 milhão para quem quiser 5% do meu negócio, a empresa XYZ RFID"

Mr. Wonderful: "Uau!"

Bill: "RFID é uma tecnologia revolucionária que permite a captura de informações de um item etiquetado, incluindo um identificador único e depois segui-lo. Pense nisso como um código de barras em esteroides. RFID agora está sendo usada para controlar centenas de milhões de itens de vestuário, equipamentos hospitalares, ferramentas em instalações de produção e muito mais. Temos um novo tipo de leitor passivo UHF, que estende a distância de leitura de qualquer tag UHF passiva em 20%".

Daymond John: "Como você faz isso?"

Bill: "Nós desenvolvemos uma antena mais sensível que pode ler sinais de rádio mais fracos do que qualquer coisa no mercado".

Mr. Wonderful: "É patenteado?"

Bill: "A patente está pendente".

Robert Herjavec: "Quem é alvo do produto? Que tipo de negócio usaria esse equipamento?"

Bill: "Qualquer empresa que precise acompanhar seus produtos e quase todos o fazem. Assim, os fabricantes, varejistas, empresas de logística, prestadores de cuidados de saúde e assim por diante".