Notas do Editor

Observações sobre a NRF, Parte II

Provedores de soluções RFID exibiram aplicações de varejo "secundárias"

Por Mark Roberti

30 de janeiro de 2015 - Na coluna da semana passada, compartilhei algumas observações da conferência Big Show 2015 , da National Retail Federation (veja em Part 1). Em particular, entre as empresas de identificação por radiofrequência (RFID) expositoras, houve um forte impulso para tornar as soluções mais fáceis de usar e implantar em uma cadeia de lojas. Agora, gostaria de compartilhar mais algumas observações.

No ano passado, todo o ruído no Big Show foi sobre análise de dados. Achei isso curioso, uma vez que a precisão do inventário é de apenas 60% a 65% na maioria das lojas, tanto pelos dados ruins que os varejistas têm e por realmente não haver uma maneira tão fácil de capturar informações sobre o comportamento dos clientes nas lojas, como há online. Neste ano, não havia muito sobre análise de dados. Parecia que a maioria dos fornecedores queria desta vez empurrar soluções móveis e de omnichannel. Novamente, é difícil realizar omnichannel no varejo sem RFID, porque você não tem a precisão e visibilidade de dados de inventário para ser capaz de atender os pedidos vindos de vários canais.

A outra coisa que me chamou a atenção foi o foco em aplicações RFID "secundárias" para varejo. Deixe-me tomar um momento para explicar esse termo. Cinco ou seis anos atrás, o RFID Research Center da University of Arkansas, liderado por Bill Hardgrave, identificou os quatro principais casos de uso de RFID no varejo: melhorar a precisão do inventário, reduzindo erros de contagem dos estoques, detectar furtos e localizar produtos. Outras aplicações, tais como melhorar a experiência do cliente, são consideradas de segunda ordem ou de uso secundário. E havia um monte delas em exposição na NRF.

A Impinj exibiu uma série de aplicações desenvolvidas por parceiros para o seu sistema de antenas Xarray, que pode ser colocado no teto de uma loja de varejo, centro de distribuição ou qualquer outro local e, assim, localizar uma tag dentro de um raio de 12 metros. Uma aplicação mostrou o estoque esperado nas prateleiras e o número de cada item do inventário com o toque de um botão. O aplicativo também tornou possível localizar um item dentro de uma loja, bastando clicar em sua imagem em uma tela.

Uma das aplicações mais legais envolveu uma exibição com um rack que detém um snowboard. Um comprador pode colocar diferentes snowboards no rack. O sistema lê a tag RFID no quadro e mostrar um vídeo sobre a prancha específica, juntamente com informações adicionais. Em alguns casos, o cliente pode usar a tela de toque para personalizá-la. O aplicativo foi desenvolvido em conjunto com um fabricante de snowboard que queria maior controle sobre sua marca e sobre a forma como os varejistas de todo o país vendem seus produtos.