Notas do Editor

Os ganhos da padronização

O protocolo EPC favorece a implantação dos sistemas de RFID nas cadeias de suprimentos e torna os custos mais competitivos

Por Edson Perin

18 de dezembro de 2014 - O EPC (Electronic Product Code ou Código Eletrônico de Produtos) tem sido utilizado com sucesso para definir os requisitos físicos e lógicos dos leitores e tags dos sistemas de identificação por radiofrequência (RFID), tornando-se o padrão para implantações de frequência ultra alta (UHF), na faixa de 860 MHz a 960 MHz, em diversos ramos de atividade. Isto desde que foi publicado pela primeira vez em 2004 pela GS1.

O novo Gen2v2, anunciado no final do ano de 2013, representa a última versão do protocolo de interface aérea da GS1 EPCglobal. A nova versão foi reforçada em resposta às necessidades da comunidade de usuários EPCglobal. O Gen2v2 apresenta uma série de características opcionais compatíveis com os anteriores, incluindo uma função que garante a privacidade de dados, restringe os privilégios de acesso e reduz o alcance de leitura de uma tag, entre outras inovações.

Edson Perin, editor do RFID Journal Brasil
Em todos os setores, um padrão nasce para permitir a redução de custos e facilitar a implantação de tecnologias. Em termos econômicos, utilizar um padrão facilita a aquisição de produtos de mercado com tecnologia de ponta, sem ter de desenvolver software dentro de casa, o que tem custo elevado.

Outro ponto importante da padronização é a integração com fornecedores e clientes em todo o mundo, mas de um modo simplificado. Se os clientes usam o mesmo padrão internacional, o fornecedor tem seu processo de atendimento simplificado, porque não tem de identificar um produto de maneiras diferentes para atender cada elo da cadeia de suprimentos.

Além disso, para as empresas que implantam, desenvolvem e fabricam sistemas RFID, os ganhos da padronização começam pelo aumento da capacidade de rastreabilidade e garantia de autenticidade dos produtos, além da redução no preço das tags.

No entanto, a padronização faz sentido quando ocorre desde o início da cadeia de suprimentos, porque desta maneira todos os elos do caminho por onde circulam as mercadorias passam a trocar informações com base nos mesmos códigos, economizando tempo de implantação e custo operacional.

Edson Perin é editor do RFID Journal Brasil e fundador da Netpress Editora e Comunicação.

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