Notas do Editor

Implantações mais e mais maduras

O RFID Journal LIVE! Brasil 2014 revelou como a tecnologia tem se expandido no país, incluindo visões inovadoras das áreas de negócios

Por Edson Perin

1 de outubro de 2014 - Para quem não participou pessoalmente, pode parecer que o conhecimento apresentado na terceira edição do RFID Journal LIVE! Brasil 2014 – nos dias 24 e 25 de setembro, no Espaço Apas – pode ser resgatado somente por meio de textos ou vídeos das palestras após o evento, assim como acontece com boa parte dos que são realizados por quase todos os setores. Há ainda aqueles que consideram inclusive que a participação presencial em um congresso e exposição desta magnitude sirva apenas para gerar relacionamentos profissionais.

Porém, quem esteve no LIVE! Brasil teve percepções e experiências muito mais aprofundadas do que as que normalmente um evento sobre qualquer assunto, incluindo tecnologia, tende a oferecer.

Edson Perin, editor do RFID Journal Brasil
Teve destaque o alto nível das palestrantes e dos projetos apresentados – que, apesar de não serem grandiosos como alguns dos que se veem em algumas empresas de fora do país, demonstraram concepção e maturidade em altíssimos patamares internacionais (em alguns casos, até mais avançados) –, além das inovações em produtos e serviços da Área de Exposições.

Isto permitiu que as discussões permeassem campos como os benefícios da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para as empresas e profissionais do país, sobre as necessidades de uma ação específica e estratégica do governo, o relacionamento entre os diversos atuantes do mercado e mais uma infinidade de oportunidades de negócios. Soma-se a isto a realização do evento acadêmico do IEEE, paralelamente ao evento de negócios, destacando a maturidade brasileira no segmento.

Na área de congressos, o primeiro palestrante, depois da abertura realizada por Mark Roberti, editor e fundador do RFID Journal, foi Marcelo Pandini, Go to Market Operations Manager da Hewlett-Packard (HP). Segundo ele, a HP definiu como sua estratégia oferecer soluções para um novo estilo de TI (New Style of IT) e citou exemplos.

"A IoT [sigla em inglês para Internet das Coisas] permite uma mobilidade enorme. Estamos cada vez mais conectados e agora temos cada vez mais tudo conectado", afirmou, exemplificando que o Wase, aplicativo para trânsito, é uma smart machine [máquina inteligente].

Pandini afirmou que, com cloud computing, podemos tornar a IoT possível. "Hoje temos hardware, software e serviços, o que favorece os avanços, porque a IoT depende de várias tecnologias. Com isso, em 2020, teremos 100 bilhões de aparelhos conectados à Internet", explicou. "Começamos colocando tags em pallets e depois a HP iniciou a usar as etiquetas na manufatura, no Brasil, depois compartilhamos com a GS1 para pensar em soluções para rastrear tudo isso. Então, antes de saber o que era IoT, fizemos o primeiro device conectado inteligente com um cartucho de impressora. Agora, pensamos que se o notebook tem WiFi, por que não RFID?"