Notas do Editor

Sem RFID, sem Omni Channel

Apenas esta tecnologia poderosa permite vendas por vários canais, mantendo controle sobre estoques, promoções, prazos de entrega e a satisfação dos consumidores em alta

Por Edson Perin

20 de junho de 2014 - Vamos imaginar que a sua empresa trabalha no varejo e que, além da tradicional loja física e um bom nome a zelar, inaugurou um site para comércio eletrônico e criou um sistema de vendas por telefone baseado em um catálogo de produtos. Isto é, na essência, o chamado Omni Channel – ou seja, diversos canais de vendas bem integrados.

Numa visão de negócios, Omni Channel significa atingir o potencial máximo de vendas, atendendo amplamente os seus clientes, inclusive quanto ao seu canal preferido para consumo. E, hoje, você lida com o consumidor do Século XXI, que vai a uma loja física e usa o smartphone para pesquisar sobre o produto à venda, inclusive para comparar preços e vantagens com ofertas online de outros estabelecimentos.

Edson Perin, editor do RFID Journal Brasil
Por isso, não estou colocando em pauta “se” o Omini Channel deve ou não ser implantado pelas empresas, porque aquelas que têm foco no cliente já sabem que este conceito chegou para ficar. A questão é “como” enfrentar os desafios de controlar os estoques disponíveis para todos os canais e garantir a satisfação deste novo e mais exigente consumidor.

Como apresentei em um artigo anterior, “a eficiência na contagem de SKUs (Stock Keeping Units) com RFID apresenta resultados que beiram os 100%, seja com 10 unidades ou 10 milhões. Além disso, o inventário ocorre em tempo real, de modo automático”.

Partindo deste princípio, a identificação por radiofrequência (RFID) é a única tecnologia capaz de oferecer dados reais sobre a disponibilidade dos produtos em estoque, gestão de promoções em múltiplas plataformas, obediência aos prazos de entrega acordados e, com tudo isso junto, deixar o cliente satisfeito.

O Omni Channel exige total visibilidade sobre estoques, com inventários constantes, precisos e realizados em pouquíssimo tempo, portanto, por meio de leituras automáticas – sem processos manuais. Além disso, as vendas em todos os canais têm de estar integradas, assim como a disponibilidade dos produtos.

Não é possível e nem racional manter estoques diferentes para cada canal de vendas. Tudo tem de estar completamente associado e sincronizado. Assim, quando um cliente coloca um produto em seu carrinho de compras no site e finaliza o pagamento, este item imediatamente tem de se tornar indisponível para os outros canais de vendas.

Além disso, se no estoque virtual do sistema de gestão houver apenas as dez últimas unidades de um determinado produto, o setor de vendas precisa ter certeza de que estes itens existem fisicamente e que não são fruto da “margem de erro” do sistema de coleta de inventário.

Por isso, apenas a tecnologia RFID pode evitar o prejuízo de imagem que uma empresa pode ter, se ficar conhecida pelos clientes como aquela que vende mas não tem para entregar.

Edson Perin é editor do RFID Journal Brasil e fundador da Netpress Editora e Comunicação.

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