Notas do Editor

Reconhecendo as contribuições de Kevin Ashton ao RFID Journal

O co-fundador do MIT Auto-ID Center foi autor de uma coluna que por 10 anos favoreceu muito a compreensão do mundo sobre a RFID nos negócios e na sociedade

Por Mark Roberti

4 de junho de 2014 - Tenho sido negligente. Kevin Ashton escreveu sua última coluna na edição de novembro/dezembro da revista RFID Journal e eu nunca reconheci publicamente sua contribuição. Falha minha.

Kevin contribuiu com sua primeira coluna em janeiro de 2004 , com o título "Time to Face Reality". Ele escreveu que aqueles que promoviam o Electronic Product Code (EPC) eram considerados "irrealistas". Os chamados "realistas", disse ele, eram apenas pessimistas que tinham de deixar de lado seus preconceitos contra as novas tecnologias e ter uma abordagem mais concreta.

Sua última coluna, "Street Smarts", era sobre como as cidades precisam abraçar a Internet das Coisas sob o risco de serem deixadas para trás. A coluna começou: "Em 1680, a cidade de Londres instalou lâmpadas de óleo em suas ruas. As lâmpadas eram deixadas acesas até meia-noite. A redução da criminalidade e o aumento da vida noturna foram tão grandes que, após 1736, as lâmpadas foram mantidas ligadas até o amanhecer".

Coisas assim tornaram as colunas de Kevin interessantes e perspicazes. Ele trouxe o seu conhecimento de história, sociedade, política e outras áreas da vida para colocar a identificação por radiofrequência (RFID) e a tecnologia de forma mais ampla em um contexto maior.

Em uma coluna de 2009, ele escreveu a Internet das Coisas, um termo que ele cunhou uma década antes: "Precisamos capacitar os computadores com os seus próprios meios de coleta de informação, para que eles possam ver, ouvir e sentir o cheiro do mundo para si mesmos, em toda sua glória aleatória. A RFID e a tecnologia de sensores pode permitir que os computadores observem, identifiquem e compreendam o mundo, sem as limitações dos dados inseridos por humanos" (leia The 'Internet of Things' Thing).

E em 2010, ele escreveu sobre a necessidade de reciclar o papel da RFID. "Em 2030, as coisas serão diferentes por uma simples razão: o consumismo não pode escalar", disse ele. "Não há bastante matéria para todos no planeta desperdiçarem e, mesmo se houvesse, não haveria espaço suficiente para todos os resíduos. Daqui a vinte anos, a população mundial terá crescido cerca de um e meio bilhão e uma proporção maior do que a população estará desfrutando de vida de classe média. Vai ser muito caro fabricar tudo o que precisamos de novas matérias-primas, enviar os produtos acabados pelos oceanos e despejar o lixo em um aterro sanitário depois de alguns dias ou anos de uso. Algo tem de mudar – e este algo vai ser como nós jogamos coisas fora" (veja em Put RFID in the Trash).