Notas do Editor

O que é a Internet das Coisas?

Ninguém parece concordar com uma definição, mas todos acreditam que a ligação entre objetos físicos com a Internet é uma tendência importante e permanente

Por Mark Roberti

27 de maio de 2014 - O termo "Internet of Things" (IoT ou, em português, Internet das Coisas) foi, tanto quanto sabemos, cunhado por Kevin Ashton em 1999, quando ele estava tentando explicar identificação por radiofrequência (RFID) para executivos seniores. Eu conheci Kevin logo em seguida e ele me explicou que eu deveria pensar em um transponder RFID passivo de baixo custo, um computador muito simples, que pudesse se conectar sem fio a um leitor que já estaria conectado à internet, fornecendo às empresas visibilidade sobre os locais e, potencialmente, as condições de seus ativos.

O termo não foi muito utilizado por alguns anos, mas com o advento do Google Glass, os termostatos inteligentes sem fio da Nest, interruptores de luz Wi-Fi Belkin WeMo e muitos outros dispositivos para se conectar à internet, o termo ganhou volume mais uma vez.

Mas há pouco consenso sobre o que exatamente é coberto pelo termo "Internet das Coisas" ou quais tecnologias são tecnologias para isto. Alguns especialistas dizem que a leitura de uma tag e capturar informações sobre a localização e o status de um objeto e, em seguida, compartilhar esses dados através da internet não é parte da Internet das Coisas. Outros dizem que é.

Independentemente de como você define, as empresas estão levando a sério. Dos 168 usuários finais que responderam a uma pesquisa recente do RFID Journal sobre a Internet das Coisas, 44 por cento disseram que o termo "abrange RFID e outras tecnologias que são importantes". Outros 27 por cento concluíram que "é uma tendência importante e que a nossa empresa leva muito a sério". Apenas 10 por cento afirmaram ser uma palavra da moda [buzzword] sem sentido.

Decidimos adicionar uma seção Internet of Things no nosso site em inglês, que você pode chegar clicando no link na barra de navegação superior. Na maior parte da semana passada, nossos editores tentaram chegar a critérios sobre quais matérias podem receber esta classificação e quais não. Não foi fácil.

O que nós decidimos é que, se uma empresa lê etiquetas RFID nos produtos, estoques, ativos e outros itens e usa esses dados internamente, não será uma matéria sobre Internet das Coisas – mesmo que os dados sejam armazenados na nuvem e compartilhados pela internet com outras unidades de negócio. Mas, se os dados são coletados e compartilhados com terceiros ou consumidores, então seria.

Um bom exemplo do que poderíamos considerar uma história IoT é uma matéria sobre a Almacafé, uma subsidiária da National Federation of Coffee Growers of Colombia, que usa tags passivas UHF e sistemas de RFID para rastrear grãos de café premium de fazendas por meio de processamento e armazenamento, a fim de melhorar a competição no mercado global. A solução RFID também ajuda a impulsionar as vendas da Almacafé e melhorar a fidelidade dos clientes, permitindo que os fabricantes de café e consumidores possam acessar informações sobre as origens de um lote específico de grãos através da internet.

Não cobriremos iniciativas como a Nest, porque não envolvem RFID ou qualquer um dos aplicativos principais em que o interesse dos nossos leitores está focado. Mas vamos cobrir produtos com leitores de RFID embutidos que são ligados à internet, bem como (ocasionalmente) algumas histórias da Internet das Coisas que não envolvem RFID, mas que seriam de interesse dos nossos leitores.

Nós nunca fomos dogmáticos quando cobrimos RFID, cobrindo sempre algumas tecnologias sem RFID, como ultra-som, quando utilizadas em aplicações semelhantes – e nós não queremos ser dogmáticos sobre a Internet das Coisas também. Nosso objetivo é servir os seus interesses e eu tenho certeza que a nossa cobertura das tecnologias da Internet das Coisas evoluirão junto com o seu próprio conceito.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Journal.

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