Notas do Editor

Oportunidades e visões para 2014

Empresas brasileiras estão adotando RFID não apenas como tecnologia para solucionar problemas de negócios, mas desenvolvendo produtos e soluções

Por Edson Perin

16 de dezembro de 2013 - Um dos maiores desafios de um jornalista é aprender a conversar com as pessoas e obter conhecimentos e pontos de vista. O jornalista – deixando de lado a discussão do diploma, que para mim deve ser obrigatório sim – não é um indivíduo neutro, assim como não acredito que haja pessoas neutras em lugar nenhum. É impossível, simplesmente porque todos os seres humanos têm uma história, uma origem. Mas o jornalista tem de ser um profissional capaz de colher argumentos diversos e tecê-los em um texto equilibrado, dando subsídios para o leitor refletir. Há mais de 25 anos, este tem sido o meu objetivo como profissional e creio que o tenho atingido com sucesso.

Edson Perin, editor do RFID Journal Brasil
Nas conversas que tive ao longo de 2013 com diversas fontes de informações no segmento de RFID (identificação por radiofrequência), de dentro e de fora do Brasil, incluindo representantes de companhias usuárias da tecnologia, executivos de empresas fornecedoras de tecnologia, empresários, acadêmicos, investidores etc., o que mais notei foi a certeza comum de que estamos muito perto de uma nova realidade, um mundo onde todos os objetos terão uma inteligência embutida, um chip RFID que dará a estes condições de se comunicar diretamente com os computadores, informando desde sua localização até dados sobre seu estado de conservação. Isto é Internet das Coisas ou IoT, de Internet of Things.

Aqui no Brasil, assim como em outros locais do mundo, muitos profissionais já compreenderam que este mercado em processo de maturação oferece oportunidades diversas e que estas têm dois meios principais: ser consumidor desta tecnologia ou tornar-se fornecedor de RFID. Como brasileiro, acho louvável destacar a ousadia dos que estão no segundo segmento, ou seja, no de fornecedores e desenvolvedores de tecnologia. Quem nasceu nos anos 1960 e sabe o que é uma inflação mensal de mais de 80% deve dar muito valor ao empreendedor que está surgindo, porque durante muitos anos foi muito difícil fazer mais do que ganhar salário corrigido pelo gatilho e, se sobrasse algum trocado, investir no over-night.

Ouvi de um alto executivo de uma grande empresa brasileira que a RFID significa uma grande oportunidade para o país, especialmente para desenvolver uma indústria de semicondutores, graças à simplicidade de seu modelo comercial e pela oportunidade de explorar a criatividade dos engenheiros de hardware e desenvolvedores de software brasileiros. "Enquanto grandes e complexos processadores precisam de máquinas grandes e complexas, ambos com custos altíssimos, os chips de RFID, que também carregam uma complexidade extrema, podem ser vendidos colados a simples etiquetas de papel, o que os torna extremamente acessíveis", afirmou o executivo.

Lógico que para esta visão empresarial fazer sentido temos de considerar o que os inlays de RFID podem fazer para melhorar as nossas vidas e incrementar os negócios. E lembrar ainda que um chip de RFID pode ser acoplado também a materiais de maior valor agregado, inclusive capsulas metálicas que suportam altas pressão e temperatura, que se inserem, por exemplo, em instrumentos cirúrgicos, que passam por autoclaves para esterilização.

O que os chips de RFID podem fazer para melhorar as nossas vidas e incrementar os negócios está em exemplos que publicamos todos os dias nas matérias do RFID Journal Brasil e que vamos continuar fazendo em 2014.

Um dos grandes casos de sucesso deste ano foi o do Grupo Pão-de-Açúcar, que encontrou na RFID a solução para um problema que afetava tanto a sua área de logística como a contabilidade de suas redes de supermercados Pão-de-Açúcar e Extra (veja em Grupo Pão-de-Açúcar soluciona problema logístico e contábil.

Este e outros cases e notícias você encontra diariamente aqui, em nosso site. Boa leitura!

Edson Perin é editor do RFID Journal Brasil

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